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PCP teme por uma possível deslocalização da Santa Catarina para fora de São Jorge

PCP teme por uma possível deslocalização da Santa Catarina para fora de São Jorge

O PCP tornou público, esta quinta-feira, em São Jorge, não acreditar nos argumentos e nas garantias, da não deslocalização da Santa Catarina para fora da ilha, ou manutenção dos atuais postos de trabalho, ou mesmo, na manutenção da marca após a venda a terceiros, “porque os privados têm unicamente como objetivo o lucro”.

O PCP e a Comissão de Ilha de São Jorge do PCP garantem que defendem e continuarão a defender o desenvolvimento harmonioso e sustentado dos Açores, com o Coordenador Regional do PCP/Açores Vítor Silva a afirmar que é importante que “São Jorge seja um parte activa deste processo e que Santa Catarina continue a fazer parte do desenvolvimento económico e social da ilha”.

O Coordenador Regional do PCP Vítor Silva, no âmbito da sua intervenção politica, visitou a ilha de São Jorge nos dias 6 e 7 de Junho, onde estabeleceu contatos e manteve reuniões com entidades públicas e organizações sociais da ilha.

Por estar em São Jorge e porque para o PCP “a Santa Catarina é uma empresa de fundamental importância para o sector produtivo e para o desenvolvimento económico e social da Conselho da Calheta bem como da Ilha de São Jorge”, é importante para os comunistas que se concentrem agora nesta empresa, “até porque pode ser vendida terceiros”, frisou Vítor Silva.

Apontando aquela que considera ser uma altura de grande incerteza no sector privado, exemplificando com o caso da Cofaco e mesmo das outras duas empresas, a Pescatum e a Corretora e no sentido de diversificar a economia dos Açores para que a região não fique refém do sector do turismo, Vítor Silva defende que “é fundamental que o Governo Regional mantenha Santa Catarina como forma de orientação e de desenvolvimento, do   sector conserveiro, que se encontra numa situação bastante critica”.

Parao PCP uma medida a adotar seria usar Santa Catarina para diversificar o tipo de peixe começando a usar outros peixes abundantes na região como forma de combater a falta de atum.

Vítor Silva enalteceu ainda o facto de que Santa Catarina se encontra numa ilha “onde a desertificação é enorme”, servindo a empresa, segundo os comunistas, “como agregador económico numa ilha com comprovada escassez de empregos”.

“A dúvida é saber se a Santa Catarina tem condições financeiras para ser vendida, tendo em conta o seu elevado passivo, ou se antes pelo contrário necessita de se poder modernizar para continuar o seu caminho de recuperação e consolidação”, frisou o Coordenador Regional do PCP Açores.

A Direcção da Organização da Região Autónoma do Açores do PCP (DORAA do PCP) tem, segundo Vítor Silva, demonstrado continuamente a sua preocupação com a situação do sector conserveiro açoriano, acrescentando que, atualmente, o sector conserveiro açoriano é representado por 4 empresas; Cofaco Açores (São Miguel), Corretora (São Miguel), Pescatum (Terceira), estas três empresas pertencentes à esfera privada e a Santa Catarina empresa pública sediada em São Jorge.

“O sector tem passado por graves problemas em grande parte devido às poucas capturas de pescado nos Açores nos últimos anos, aliado à dimensão reduzida de muito dessas empresas, que competem num mercado global em que a insularidade acrescenta ainda mais problemas”, acrescentou ainda o Coordenador do PCP Açores.

GI PCP Açores/LA/RL Açores

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