Porto do Topo não precisa de reforço de verbas, mas sim de execução da obra, considera Décio Pereira (c/áudio)

O Presidente da Câmara Municipal da Calheta não está preocupado com um reforço de verbas para a construção do porto do Topo, está sim interessado em que a obra do porto seja construída.

Décio Pereira, que falava à margem da última reunião do Conselho de Ilha que decorreu a semana passada na Vila da Calheta, reforçou o facto de esta obra vir potenciar outra ligação marítima, nomeadamente com Angra do Heroísmo.

“Quanto ao Porto do Topo eu acho que não tem que haver mais reforço de verba, tem que haver é a construção do porto do Topo”, afirmou o autarca calhetense, que salientou também o facto de ser “uma porta interessante de entrada de pessoas na ilha”, muito em parte devido “ao fator histórico da ligação daquela zona com Angra do Heroísmo”.

Na opinião de Décio Pereira, “será, indiscutivelmente, uma mais-valia para a ilha e não só para o Concelho da Calheta ou para o Topo, e, portanto, até pelas afirmações públicas dos nossos governantes regionais esta é uma obra para executar”, considerado que não se deve passar mais tempo a discutir se precisa ou não de mais verba, mas sim executar a obra.

Recorde-se que foi em setembro do ano passado que a obra de requalificação do porto do Topo foi apresentada pelo Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

De acordo com o projeto então apresentado, está prevista a construção de um molhe cais mais rodado para norte, de modo a fechar mais a bacia portuária, ficando a frente de acostagem com 40 metros de comprimento.

O porto ficará dotado com uma área de terrapleno de 1.300 metros quadrados, com uma zona de cais acostável de cerca de 77 metros, mais 50 metros do que atualmente, e será também construída uma nova rampa de varagem, com 7,5 metros de largura.

Décio Pereira falou ainda sobre a rampa ro-ro para o Porto da Calheta, infraestrutura que faz parte da Carta Regional das Obras Públicas em vigor.

O autarca considerou que “o nosso Governo Regional em tempo útil deve construí-la e deve dotar o nosso pequeno cais dessa infraestrutura”.

Liliana Andrade/RL Açores

Deixe uma resposta