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Presidente do Governo defende soluções para reforçar envolvimento dos Açorianos na Autonomia

Presidente do Governo defende soluções para reforçar envolvimento dos Açorianos na Autonomia

O Presidente do Governo dos Açores defendeu hoje a necessidade de se encontrar soluções que reforcem o envolvimento dos Açorianos nas decisões da sua vida coletiva e democrática e que os façam sentir, cada vez mais, como parte integrante e integrada da Autonomia Regional.

“Precisamos de desbravar novos caminhos nos quais se entrecruzem as soluções de aproximação entre os eleitos e eleitores, com soluções de mobilização para o exercício e o escrutínio democrático, soluções de responsabilização individual, mas, também, de maior e mais diversa responsabilização coletiva, de melhor organização nos processos de decisão. Temos, no fundo, de ser mais autónomos e mais livres”, afirmou Vasco Cordeiro.

Falando na sessão de abertura do I Encontro Daniel de Sá, que decorreu em Ponta Delgada, o Presidente do Governo salientou que este desafio, em primeiro lugar, não depende de nada nem de ninguém a não ser dos Açorianos, a começar pelos protagonistas políticos, sejam ou não institucionais, até ao cidadão que se expressa e participa, por direito e dever, na vida coletiva açoriana.

“Sei bem que ao analisar, ao questionar, ao propor e ao tentar reformar os contornos da relação entre eleito e eleitor, o mesmo é dizer, ao questionar um dos aspetos que deveria ser essencial na vitalidade da nossa Democracia, esse pode ser terreno onde as armadilhas da demagogia, do populismo e da irresponsabilidade medram e provocam danos”, disse na abertura do encontro que incluiu um painel sobre os 40 anos da consagração constitucional da Autonomia.

“Mas este é o desafio, diria mesmo que este é o imperativo atual, a que ninguém pode virar costas, sob pena de, baixando os braços, isso bastar para que os salvadores de ocasião surjam e possam causar danos irreparáveis à nossa Democracia e, por conseguinte, à nossa Autonomia”, sublinhou Vasco Cordeiro, ao realçar que a melhoria da correspondência entre aquilo que a Democracia oferece e aquilo que os cidadãos dela esperam, só pode fazer-se dentro da Política e não fora dela.

De acordo com o Presidente do Governo, a solução não está, assim, em ter menos Política, mas em ter, no verdadeiro sentido etimológico do termo, “mais Política, mais aperfeiçoada, com maior capacidade de resposta, com cada vez maior transparência e menos sujeita ou dependente de fatores estranhos e, porventura, adversos da linear relação que se deve estabelecer entre representantes e representados”.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro recordou, ainda, que a Autonomia foi e é a grande responsável pela substancial melhoria das condições de vida e de bem-estar dos Açorianos nos últimos 40 anos, permitindo que, a cada momento, fossem os Açorianos a decidir a aplicação dos recursos financeiros e a definição de medidas e políticas regionais.

O Presidente do Executivo defendeu, porém, que a Autonomia não pode ser encarada, nem pelos Açorianos, nem pelos seus protagonistas políticos e até institucionais, como um qualquer plano de fomento em que se ajuíza do seu sucesso apenas pelas obras realizadas ou pelo conforto material que as mesmas proporcionam.

“Há novos desafios, para não dizer novos perigos, que espreitam e para os quais necessitamos de estar devidamente despertos e mobilizados. Há novos desafios para a Autonomia que não têm qualquer componente externa ou que não dependem, em primeiro lugar, de qualquer ato exterior à Região”, afirmou.

“A nossa Autonomia só tem condições de ser bem sucedida e de perdurar no tempo, aprofundando-se e desenvolvendo-se, se for acarinhada e cuidada pelos Açorianos”, preconizou o Presidente do Governo, para quem “poucas vezes no passado como nos últimos três anos a perceção da importância da nossa Autonomia terá́ sido tão evidente”.

“A verdade é que, apesar de não estarmos isentos dos efeitos da austeridade, foi a nossa Autonomia que permitiu que puséssemos em prática medidas e políticas para que as famílias e as empresas açorianas ficassem, apesar de tudo, mais protegidas, mais defendidas, mais abrigadas dessa tempestade que ainda nos assola”, disse.

GaCS/RL Açores

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