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Produtores de café e de inhame nos Açores devem aproveitar apoios existentes na sua plenitude, destacou João Ponte  

Produtores de café e de inhame nos Açores devem aproveitar apoios existentes na sua plenitude, destacou João Ponte  

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte afirmou que os produtores de café e de inhame nos Açores já têm ao seu dispor um conjunto de apoios a variados níveis, que devem ser aproveitados na sua plenitude antes de se pensar em criar novas ajudas.

“Do ponto de vista do Governo dos Açores não faz qualquer sentido estar, nesta fase, alargar o sistema de apoios existente a esta duas culturas, uma vez que existem ajudas que não estão a ser utilizadas na sua totalidade pelos produtores”, referiu João Ponte.

O governante que esteve, na última quinta-feira, na Comissão de Economia para se pronunciar sobre a proposta do CDS/PP de criação de um apoio específico para a recuperação, produção e comercialização do inhame e do café na ilha de São Jorge, destacou que, através dos incentivos à manutenção de paisagens tradicionais, aprovados pelo Decreto Regulamentar 24/2014, estão previstos apoios de 1.500 euros por hectare em função da área, mas não há registo de candidaturas dos produtores jorgenses.

Por outro lado, no âmbito do POSEI os produtores podem candidatar-se a uma ajuda  por hectare, de 1.400 euros no caso do café e 1.150 euros no caso do inhame, bem como é possível o cofinanciamento de projetos de investimento ao programa PRORURAL+, sendo que a taxa de comparticipação varia entre os 65 e os 75%.

Apesar do reconhecimento crescente e do potencial de produção de qualidade do café na Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge, João Ponte frisou, que a verdade é que apenas um produtor declarou 0,14 hectares quando se estima que existem 1,5 hectares de produção.

“A cultura de café tem revelado grande potencial para se desenvolver nos Açores e apesar de ter alcançado grande notoriedade nas fajãs de São Jorge a verdade é que tem conquistado relevo noutro tipo de terreno, conforme acontece na ilha Terceira”, salientou João Ponte, acrescentando que só no último ano, na Terceira, foram declarados 4,2 hectares de produção, o dobro de 2017, existindo 163 produtores.

Para o Secretário Regional da Agricultura e Florestas o recente anúncio de parceria entre a Delta e a Associação de Produtores Açorianos de Café constitui um importante contributo para aumentar a comercialização da produção açoriana, atendendo ao conjunto de competências e de saberes detidos por parte da Delta nesta área, empresa que vai realizar um estudo para avaliar as potencialidades do café açoriano.

João Ponte referiu, ainda, que o Governo Regional tem vindo a apoiar a Associação de Produtores Açorianos de Café, nomeadamente, ao nível da aquisição de equipamentos de transformação e apoio técnico.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou, também, que está em curso, nos Açores, o Plano Estratégico Regional para a Fruticultura, que inclui o café, um documento que terá propostas e objetivos operacionais específicos para a produção de café que foi introduzido nos Açores entre os séculos XVIII e XIX.

GaCS/RL Açores

Fotografia: ©Direitos Reservados

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