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PS/Açores diz que greve dos estivadores não deve ser arma de arremesso político

PS/Açores diz que greve dos estivadores não deve ser arma de arremesso político

O PS/Açores defendeu, através de um comunicado divulgado esta quarta-feira, que a greve dos estivadores “não deve ser usada como arma de arremesso político”, acusando o líder regional do PSD de tentar “capitalizar politicamente” os efeitos da paralisação.

No comunicado em causa, o Partido Socialista açoriano lamenta as declarações do presidente do PSD/Açores e deputado no parlamento regional, Duarte Freitas, considerando que “mais não são do que uma tentativa de capitalizar politicamente com os efeitos da greve dos estivadores do porto de Lisboa”.

Pode ainda ler-se no comunicado que “não deixa de ser curioso que o deputado Duarte Freitas, que hoje critica os serviços mínimos que asseguram dois navios por semana para a região, seja o mesmo deputado Duarte Freitas que nada disse quando, há dois anos, o Governo da República do PSD apenas decretou como serviços mínimos um navio por semana para os Açores, ou seja metade do atual”.

O PS/Açores considera que as considerações de Duarte Freitas sobre o presidente do executivo regional e também líder do partido no arquipélago “são um evidente sinal de desespero político e a demonstração clara de uma forma ultrapassada de fazer política”.

Os socialistas reconhecem, por outro lado, que “a greve dos estivadores do porto de Lisboa tem vindo a provocar perturbação no transporte de mercadorias entre a região e o território continental”, salientando que o executivo açoriano “tem vindo a monitorizar, em permanência, esta situação por forma a garantir a defesa dos interesses da economia” regional e a “minimizar, dentro do possível, os efeitos negativos desta paralisação”.

A 28 de abril, o sindicato dos estivadores emitiu um novo pré-aviso de greve para o Porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolongou a paralisação até ao dia 27 de maio, entretanto estendida até 16 de junho.

 No mesmo dia, o Governo fixou serviços mínimos para os portos de Portugal, tendo o executivo açoriano manifestado satisfação.

Segundo o Governo Regional, os serviços mínimos “preveem que os trabalhadores que adiram à greve assegurem a movimentação da carga de dois navios, de cinco em cinco dias, destinados aos Açores e ainda a movimentação de cargas destinadas à região que constituam produtos de abastecimento de géneros alimentícios, produtos deterioráveis e peças sobressalentes para equipamentos de primeira necessidade”.

GI PS Açores/RL Açores

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