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PSD Açores questiona despedimentos no Hotel da Graciosa

PSD Açores questiona despedimentos no Hotel da Graciosa

O PSD/Açores questionou hoje o Governo Regional sobre os despedimentos verificados no Hotel da Graciosa, que “nos últimos tempos tem vindo a dispensar funcionários, estando hoje com cerca de um terço dos 30 postos de trabalho inicialmente prometidos pelo executivo socialista”, disse o deputado João Bruto da Costa.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social democrata quer saber se o governo está a acompanhar aquela situação, “num hotel que é sua propriedade”, pretendendo conhecer “as razões para os recentes despedimentos”, assim como informações sobre “o atual quadro de funcionários do Hotel da Graciosa, os serviços que foram desactivados ou reduzidos naquela unidade hoteleira, as respetivas taxas de ocupação desde que abriu e o contrato de exploração em curso”, adianta.

O deputado do PSD/Açores lembra que o Hotel da Graciosa “foi construído pelo Governo Regional e inaugurado em julho de 2009. Custou sete milhões de euros a sua gestão ficou entregue ao INATEL, em conjunto com um grupo de empresários açorianos”, recorda.

“Não obstante essa informação incorrecta da presença do INATEL na gestão, o Hotel foi entregue a uma empresa de capitais maioritariamente da ilha Terceira, apesar de em diversas ocasiões o governo afirmar que se tratava de uma empresa maioritariamente graciosense”, diz João Bruto da Costa.

“O então Presidente do Governo, Carlos César, considerou importante que investimentos daqueles tivessem lugar, sobretudo quando pensados e inseridos numa estratégia global. Eram uma forma de introduzir, nas ilhas de menor dimensão, valias para apoiar e incentivar novos segmentos de actividade económica, disse então”, lembra também o deputado.

“Passado algum tempo, a presença de uma bactéria levou ao encerramento temporário do hotel, bem como à inauguração de uma nova imagem. Numa espécie de recauchutagem do empreendimento passava por maus momentos”, acrescenta João Bruto da Costa.

“Em abril do ano passado, o hotel do governo na Graciosa passou a ter a designação de “Biosphere Island Resort”, com direito a novo descerramento de placa de inauguração por Vasco Cordeiro, que elogiou a sua imagem moderna, que refletia o essencial do que estamos a vender. Já este ano, em declarações à comunicação social, a administração do hotel anunciou a redução de serviços, sem especificar quais”, frisa o social democrata.

João Bruto da Costa considera estranho que, “depois de um investimento superior a sete milhões de euros e de duas inaugurações haja, em vésperas da época alta, notícias de redução de serviços e despedimentos no hotel. isto quando um dos maiores patrimónios turísticos da ilha Graciosa, que são as Termas do Carapacho, está encerrado, o que torna a situação ainda mais preocupante”, conclui.

GI PSD Açores/RL Açores

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