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Qualidade ambiental é trunfo da competitividade do destino Açores, afirma Diretor Regional do Turismo

Qualidade ambiental é trunfo da competitividade do destino Açores, afirma Diretor Regional do Turismo

O Diretor Regional do Turismo afirmou hoje, na Praia da Vítória, que o Governo dos Açores tem trabalhado no sentido de compatibilizar o crescimento do setor do turismo com a responsabilidade social e ambiental, tornando a qualidade ambiental num trunfo em termos de competitividade.

João Bettencourt, que falava no Fórum de Biodiversidade e Turismo Náutico, salientou que o turismo é a atividade com maior afirmação nos Açores na última década e meia, destacando a preocupação constante do Governo em criar os mecanismos necessários para o seu desenvolvimento sustentável.

“Nos Açores, temos assistido a um desenvolvimento num ritmo sustentado, tendo sempre por base a harmonia com a envolvente e o respeito por aquilo que mais identifica e diferencia os Açores: a natureza, a biodiversidade e o mar”, afirmou João Bettencourt, para quem estes são “elementos chave” da autenticidade do destino, gerando experiências genuínas e contribuindo para o reconhecimento dos Açores como um destino “diferenciado, atrativo e apetecível”.

A par dos elementos da natureza, o Diretor Regional do Turismo destacou o cuidado em tirar partido destes recursos de uma forma consciente, gerindo os impactos do crescimento através de um planeamento adequado, capaz de minimizar impactos negativos, maximizar o retorno para o destino e abrangendo também a comunidade local.

“Temos caraterísticas próprias que nos distinguem e nos diferenciam, pelo que procuramos encontrar nos mercados os fluxos de turistas que permitam desenvolver esta atividade de uma forma equilibrada e não predadora dos recursos naturais”, frisou.

Na sua intervenção neste encontro, João Bettencourt enumerou ainda vários aspetos que o Turismo dos Açores deve ter em conta para o desenvolvimento sustentável desta atividade, cada vez mais relevante em termos económicos e de criação de emprego, como o uso de recursos.

Para o Diretor Regional, deve existir uma atividade respeitadora, “atenta a um uso eficiente de recursos como a água e a energia, cuidadosa na gestão dos resíduos e inovadora na abordagem a novos temas, como a mobilidade elétrica ou o recurso a energias renováveis”.

Nos aspetos sociais, João Bettencourt realçou a melhoria da “qualidade do emprego e da formação profissional no setor e a liderança na abordagem aos temas da sustentabilidade, incluindo o uso eficiente dos recursos culturais e naturais”, destacando ainda a “melhoria da qualidade de vida e das condições do espaço público urbano ou natural e, em geral, a promoção de atividades culturais e desportivas de bom nível na Região”, que considerou serem áreas de real impacto na atividade turística.

“A única via para o turismo no arquipélago dos Açores nunca poderia deixar de ser a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável, dado que os recursos naturais e culturais constituem a base de todas as suas atividades económicas”, sublinhou o Diretor Regional.

“O mar que nos une e que nos separa é a nossa fronteira natural. A nossa insularidade faz com que tenhamos um conjunto limitado de atividades económicas, onde podemos ter vantagens competitivas. O turismo, aliado ao ambiente é, certamente, uma delas”, salientou João Bettencourt.

GaCS/RL Açores

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