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Rede de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental vai mudar paradigma no acompanhamento dos doentes, afirma Luís Cabral

Rede de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental vai mudar paradigma no acompanhamento dos doentes, afirma Luís Cabral

O Secretário Regional da Saúde salientou, na Horta, a “grande importância” que assume a criação da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental (RRCCISM), esta terça-feira aprovada na Assembleia Legislativa, frisando que vai “mudar o paradigma do acompanhamento dos doentes de saúde mental nos Açores”.

Luís Cabral afirmou que a criação desta Rede visa “o acompanhamento dos doentes com o rigor e a qualidade necessários à sua condição, indo de encontro às evidências científicas nesta área”.

A RRCCISM, segundo o titular da pasta da Saúde, é um projeto que visa “potenciar o trabalho em rede, baseado no saber e na prática de equipas multidisciplinares”.

A Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental constitui um compromisso assumido no Plano de Ação para a Reestruturação do Serviço Regional de Saúde, pretendendo “transformar o conceito de contratualização de camas de internamento no conceito de contratualização da promoção da integração dos utentes na sociedade”.

A iniciativa legislativa hoje aprovada no Parlamento regional surge na sequência de um trabalho desenvolvido em consenso pela Comissão Regional de Acompanhamento e Avaliação dos Serviços de Saúde Mental, composta por elementos das especialidades de Psiquiatria e Psicologia Clínica em diversas áreas de referência e em representação dos serviços com competência na matéria.

Atualmente, existem nos Açores 13 psiquiatras e 41 enfermeiros especialistas em saúde mental.

“Pretende-se, assim, criar unidades de internamento de curta, média e longa duração, unidades residenciais, unidades socio-ocupacionais e equipas de saúde mental de apoio domiciliário”, frisou Luís Cabral.

À semelhança do que acontece com a Rede Regional de Cuidados Continuados, será criada uma equipa de coordenação permanente, que ficará responsável por gerir as admissões e as altas das unidades da rede, bem como definir as necessidades de parcerias para cada uma das valências.

Os objetivos desta legislação são, principalmente, diferenciar o tipo de apoio e o respetivo financiamento, “passando de um modelo de internamento para um modelo mais de ambulatório, assim como investir na reabilitação em detrimento da manutenção, para que os utentes tenham uma integração em comunidade”, acrescentou Luís Cabral.

Este é um passo importante que o Governo Regional pretende dar ainda nesta legislatura para que sejam realizadas as negociações necessárias com os parceiros sociais, no sentido desta rede de proximidade poder estar implementada em pleno já em 2017.

GaCS/ RL Açores

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