Rodrigo Oliveira afirma que cooperação entre Governo e Casas dos Açores permitiu “reforçar os alicerces da Açorianidade”

O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas salientou hoje, em Santa Cruz das Flores, a cooperação desenvolvida entre o Governo e as Casas dos Açores ao longo desta legislatura, que permitiu “reforçar os alicerces da Açorianidade”, mas também “abrir caminhos para o futuro e lançar pontes para as novas gerações da diáspora açoriana”.

“Convergência estratégica com o Governo, respeito pela autonomia de cada instituição, valorização das Casas dos Açores e da nossa Diáspora, são estes os princípios da nossa ação e que caraterizam uma nova fase de relacionamento com as comunidades, que abrimos neste mandato”, afirmou Rodrigo Oliveira, que falava, em representação do Presidente do Governo, na sessão de abertura da XIX Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores (CMCA).

A reunião, que decorre, pela primeira vez, nas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores, conta com a presença de representantes das 13 Casas dos Açores que são membros do CMCA e, como observadora, a Casa dos Açores das Bermudas, assim como, a convite do Presidente do Governo e à semelhança dos anos anteriores desta legislatura, de representantes dos partidos com assento na Assembleia Legislativa.

“Nos últimos quatro anos, aprofundamos o funcionamento das Assembleias Gerais do CMCA, com mais conteúdo, com sessões temáticas, trazendo novos temas a debate, ligados à valorização dos Açores de hoje, às suas potencialidades, sem nunca esquecer as questões sociais, a cultura açoriana e a Autonomia” afirmou Rodrigo Oliveira, acrescentando que a valorização do Conselho Mundial das Casas dos Açores passou também pela participação “pela primeira vez, este ano e por proposta do Governo Regional, no Conselho das Comunidades Portuguesas”.

Na sua intervenção, salientou que, nesta legislatura, “foi ainda possível diversificar o campo de ação das Casas dos Açores”, correspondendo desta forma à abertura dos seus dirigentes em corresponder às prioridades e desafios da Região e das suas comunidades emigradas.

Neste contexto, Rodrigo Oliveira frisou que, para o Governo dos Açores, as políticas públicas dirigidas às comunidades “não devem circunscrever-se” apenas à cooperação económica, à atração de investimento, à preservação da cultura ou às necessidades sociais dessas comunidades, mas “têm que tratar de cada um e de todos estes aspetos através de uma estratégia integrada”.

“É nesta dimensão que as interações com a diáspora personificam a cultura de origem, fomentam as ligações económicas e políticas, fortalecem os elos familiares e sociais e permitem promover os nossos interesses regionais no estrangeiro, bem como divulgar a nossa imagem internacionalmente”, afirmou.

A propósito dos quase 20 anos de atividades do CMCA, o Subsecretário Regional frisou que todo o trabalho realizado “ao longo de duas décadas reflete o espírito com que encaramos a diáspora açoriana: com respeito pelo passado, apoiando e trabalhando em parceria no presente e preparando o futuro, nomeadamente para manter a chama junto dos mais novos”, acrescentando ser convicção do Governo dos Açores que “uma política para as comunidades deve, em primeiro lugar, contribuir para reforçar as relações entre a diáspora e a Região em todos os domínios, mas com especial enfoque nas novas gerações”.

Para Rodrigo Oliveira, “os jovens das nossas comunidades estão preparados e querem manter esta chama, esta ligação, mas precisamos deixar que falem a sua linguagem, que construam a ligação da diáspora aos Açores do seu tempo”.

“Só assim, honrando o passado e apostando no futuro, será possível dar continuidade e valorizar o esforço efetuado pelas diversas gerações de emigrantes na preservação e promoção da Açorianidade e a sua participação ativa no progresso das nossas ilhas”, frisou.

O Subsecretário Regional defendeu ainda a necessidade de as comunidades da diáspora “aprofundarem o seu conhecimento sobre a atual realidade” dos Açores, nomeadamente ao nível da aposta nas novas tecnologias, da diversificada oferta turística ou das oportunidades de negócios que existem, de forma a que se assumam como parte importante para a projeção externa dos Açores.

Nesta intervenção, Rodrigo Oliveira recordou também o 40.º aniversário da Autonomia dos Açores, que se assinala este mês, salientando que foi o advento da Autonomia que “permitiu restabelecer os laços e fomentar a proximidade entre os Açores e as suas comunidades, valorizando as instituições açorianas na diáspora, apoiando projetos de interesse no âmbito da integração e de valorização da Açorianidade fora do espaço arquipelágico”.

No final da sessão de abertura da Assembleia Geral do CMCA, foram oferecidas ao Governo Regional, por todas as Casas dos Açores e pelo Conselho Mundial, bandeiras de todas as instituições, em sinal de reconhecimento pelo trabalho de parceria desenvolvido pelo Governo com o CMCA.

GaCS

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