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Secretário Regional da Educação e Cultura afirma que é tempo de “diversificação de vias”

Secretário Regional da Educação e Cultura afirma que é tempo de “diversificação de vias”

O Secretário Regional da Educação e Cultura defendeu, nas Lajes do Pico, que “é tempo de diversificação de vias” no sistema de ensino, criando percursos alternativos que promovam a formação dos jovens.

“Após um tronco comum que assegure o entendimento do mundo e das coisas, numa idade já não muito precoce, talvez cerca dos 15 anos, é tempo da diversificação de vias, simplesmente entre propostas mais teóricas e mais práticas”, afirmou.

Avelino Meneses, que falava quarta-feira num encontro com docentes durante uma visita à Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico, adiantou que “a solução está seguramente na invenção de percursos alternativos”, desde que “nenhum deles equivalha propriamente a vias de segunda categoria, muito menos os mais profissionalizantes ou vocacionais”.

“O nosso sistema permanece, e mal, muito teórico quando a nossa missão consiste, num tempo de alargamento da escolaridade, na formação essencialmente de profissionais, só eventualmente de cientistas, como aliás sucede na Europa e nos Estados Unidos da América”, frisou.

O Secretário Regional da Educação e Cultura preconizou que a criação de percursos alternativos profissionais e vocacionais deve, no entanto, ser acompanhada “necessariamente de uma formação em empreendedorismo, que não é mais do que a familiarização dos estudantes com o sentido da iniciativa”, reconhecendo “a dificuldade do ensino da liderança, do risco e do trabalho em rede em ambiente escolar convencional”.

“Mesmo assim, jamais deveremos desistir do dever de incutir nos jovens o sentido de responsabilidade económica, dado que não é desejável nem sequer possível a formação de funcionários que trabalhem por conta de outrem, sobretudo por conta do Estado, de todo destituídos da ideia e da vontade de criação do próprio emprego”, frisou.

Avelino Meneses salientou ainda que “não estamos em tempo de mega reformas de matriz centralizadora”, acrescentando que “estamos muito mais em tempo de criação de condições que promovam uma inovação institucional mais descentralizadora e mais sustentada”.

GaCS/RL Açores

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