Home / Destaque / “Sinto-me pequenina” na hora da despedida – É com o coração apertado que a Irmã Filomena, parteira, enfermeira e amiga, parte da ilha que nunca a vai esquecer (c/áudio)
“Sinto-me pequenina” na hora da despedida – É com o coração apertado que a Irmã Filomena, parteira, enfermeira e amiga, parte da ilha que nunca a vai esquecer (c/áudio)

“Sinto-me pequenina” na hora da despedida – É com o coração apertado que a Irmã Filomena, parteira, enfermeira e amiga, parte da ilha que nunca a vai esquecer (c/áudio)

Em São Jorge há um nome que poucos não reconhecem – Irmã Filomena. A Irmã Filomena é uma figura incontornável da história, não só religiosa, da ilha de São Jorge e do concelho das Velas, em particular.

Chegou a São Jorge há mais de 40 anos. Na ilha foi enfermeira, parteira, catequista e, sobretudo, uma cristã que se entregou a Deus e que vive como uma mulher consagrada, dando sempre o que tem e recebendo o que lhe falta.

Agora é hora da despedida e que hora tão triste para a Irmã Filomena. Quando lhe perguntamos quantos partos fez, diz genuinamente que não os contou, que devem estar todos registados no Centro de Saúde das Velas, outrora o Hospital da ilha. Mas uma coisa é certa, foram centenas de crianças que ajudou a trazer ao mundo.

Hoje, a Irmã Filomena diz sentir-se pequenina, mas garante que São Jorge viverá para sempre no seu coração.

A Irmã Filomena descobriu a sua vocação, abraçando a vida religiosa em 1956 e em 1959 professou votos, sendo que a partir daí a sua vida nunca mais parou. Serviu no Faial, onde já era parteira, e depois foi mandada para São Jorge onde continuou parteira, até que os partos deixaram de ser feitos na ilha, passou pela enfermagem, pelos cuidados à terceira idade, pela catequese e pela orientação de um grupo juvenil.

Uma vida cheia ao serviço dos outros e, por isso, ao serviço de Deus, dizia o sitio da Igreja Açores em 2014, ano em que a Irmã Filomena celebrou os 55 anos de mulher consagrada.

Na altura, questionada se mudaria alguma coisa na sua vida, a Irmã respondeu que não, dizendo mesmo que “se morresse e voltasse a nascer queria percorrer o mesmo caminho! Não estou nada arrependida. A paz e a alegria interiores valem sempre a pena viver em qualquer idade”.

Palavras que ainda hoje fazem todo o sentido para esta Mulher de Deus que deixa mais pobre a comunidade jorgense com a sua saída da ilha.

 

 

 

 

 

Liliana Andrade/RL Açores/Igreja Açores

About admin

Leave a Reply

Scroll To Top