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Situação dos lesados do Banif exige solução urgente, afirma Vasco Cordeiro

Situação dos lesados do Banif exige solução urgente, afirma Vasco Cordeiro

O Presidente do Governo dos Açores afirmou esta segunda-feira que a situação dos lesados do Banif necessita de uma solução urgente, defendendo que as instituições reguladoras devem, por isso, ter o “cuidado e a atenção de contribuírem” para a resolução deste assunto.

“Estamos a falar de uma situação que já leva, no próximo dia 20, seis meses e que, portanto, começa a ganhar uma urgência bastante grande”, salientou Vasco Cordeiro, após ter recebido, em Ponta Delgada, a Associação de Lesados do Banif.

Vasco Cordeiro recordou que não há uma obrigação legal por parte da instituição bancária que sucedeu ao Banif de resolver a questão dos lesados, mas sim uma disponibilidade já manifestada publicamente, a qual “não pode ficar empatada por força da intervenção de outras entidades como, por exemplo, reguladores”.

“Nós não estamos a falar de uma situação de especuladores. Estamos a falar de uma situação de Açorianos que, em muitos casos, puseram as poupanças de uma vida de trabalho numa determinada instituição e que não tinham os conhecimentos dos produtos financeiros que lhes permitissem ajuizar convenientemente o risco”, frisou o Presidente do Governo, reafirmando que “a pior coisa que alguém pode fazer neste assunto é brincar com as expetativas destas pessoas”.

“O Governo dos Açores está atento, está ao lado dos lesados do Banif e está a acompanhar todo este processo, que tem grande importância para a economia regional”, garantiu Vasco Cordeiro.

Sobre notícias recentes a dar conta que a Comissão Europeia admitiu que o Banif podia ter continuado em reestruturação em 2016, o Presidente do Governo considerou que se trata de uma “requintada hipocrisia, porque toda a gente sabe que, a partir de 01 de janeiro de 2016, a consequência que poderia existir, desde logo para depositantes, fruto da entrada em vigor de legislação comunitária, seria muito mais gravosa”.

“Declarações dessas são também uma forma de brincar com a situação de quem foi afetado pela situação do Banif”, afirmou o Presidente do Executivo Regional.

O encontro desta segunda-feira, que se soma a um conjunto de outros contactos formais e informais que o Governo dos Açores tem mantido a propósito deste assunto, permitiu, também, constatar a importância que a Associação tem enquanto representação devidamente formalizada dos interesses daqueles que foram afetados por este desenlace do Banif, concluiu Vasco Cordeiro.

GaCS/RL Açores

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