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Tasca Caldeira continua a cativar jorgenses, mas também turistas (Reportagem c/áudio)

Tasca Caldeira continua a cativar jorgenses, mas também turistas (Reportagem c/áudio)

A Tasca Caldeira, situada na “Rua Direita” (Rua Maestro Lacerda) na vila das Velas, é uma típica tasca rural. Com petiscos como o queijo fresco ou o chicharro, com o vinho e umas aguardentes, mas também com uma particularidade que faz com que este estabalecimento tenha o merecido reconhecimento desde há já vastos anos pelos jorgenses, e também por quem o visita: uma vasta coleção de porta-chaves, mas também a simpatia e boa disposição, é o que quem vai à Tasca Caldeira pode encontrar.

Esta conhecida tasca, principalmente entre os velenses, foi aberta pela primeira vez em 1971. Após estar fechada durante alguns anos, encontrou um novo explorador há cerca de 8 meses, Fernando Ferreira, que nos conta que preferiu manter a essência da tasquinha.

“Tentámos manter: não mexer muito na estrutura, não mexer muito no que o próprio proprietário na altura vendia, que era o vinho, as aguardentes, o queijo fresco e o chicharro, também assim utilizando o mesmo sistema de petiscos e de bebidas tradicionais.”

Quanto à decoração, nada estranha a quem já conhecia a antiga Tasca Caldeira, é, como explica Fernando, “da vontade própria do proprietário da tasca”. Por ser um sítio familiar e cheio de memórias para quem costumava frequentar este estabelecimento, o novo explorador decidiu manter a ideia não só da oferta ao consumidor, mas também da decoração, que é envolta numa vasta coleção antiga de porta-chaves.

“A decoração é da vontade própria do proprietário da tasca. É uma tasquinha familiar, há muitas recordações, há muitas lembranças neste espaço, e então a pessoa tinha vontade em não mexer muito no que estava aqui. A nossa ideia também era manter, tentando renovar um pouco, mas manter a base da casa que é toda esta estrutura, todos estes porta-chaves no teto, que são uma coleção já antiga.”, diz ainda Fernando.

O novo explorador diz-nos que os clientes não são os mesmos: alguns faleceram, outros infelizmente já não podem frequentar a tasquinha. No entanto, alguns fregueses de há 44 anos voltam: “há sempre a recordação, há sempre aquela vontade de vir à tasca, recordar os tempos que cá passaram”, Inclusive alguns imigrantes que através das redes sociais sabem que a Tasca Caldeira reabriu.

15 anos depois, um desses imigrantes voltou à Tasca Caldeira para verificar se um porta-chaves que tinha dado ainda faria parte desta coleção: “E está colocado! É um pé que tem ali… É um pé que abre garrafas! Por acaso está colocado ainda no teto, e nós ao ver, encontrámos o chaveiro. E o senhor ficou muito contente!”

Fernando conta ainda que está sempre disponível para aumentar a coleção e receber novos porta-chaves, mas revela também, que ainda este verão, turistas que visitaram o seu estabelecimento deixaram outro tipo de recordação: “tenho recebido outras coisas: chapéus, bandeiras de ‘pessoal’ dos iates que vêm cá, estrangeiros… por vezes não têm porta chaves e deixam um chapéu, uma bandeira…”.

Esta que é a tasquinha mais antiga na vila das Velas, é, com certeza, um bom investimento para Fernando Ferreira, que deseja manter o espaço igual a si mesmo, com as aguardentes, os porta-chaves, e as recordações.

Linda Luz/RL Açores

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