Técnicos Superiores e Diagnóstico e Terapêutica voltaram a manifestar-se junto ao Parlamento dos Açores (c/áudio)

Os profissionais exigem a aplicação imediata da revisão da carreira, transições justas para os TSDT nas três categorias da carreira e uma grelha salarial equiparada a outras carreiras públicas.

A greve de dois dias dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) dos Açores registou esta quinta-feira, no último dia, “uma adesão que ronda os 80%”, indicou o sindicato, enquanto o Governo Regional referiu uma participação de 39%.

Carla Silva, dirigente na região do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), referiu em declarações à Comunicação Social que a paralisação está a ter uma adesão a rondar “os 80%, sobretudo nos hospitais”, e que “há serviços completamente parados e a funcionarem só com serviços mínimos”. “A adesão é muito boa, porque os colegas estão indignados com o que aconteceu na Assembleia Legislativa Regional, já que a secretária regional da Saúde e os deputados do PS que suportam o governo ainda ontem [quarta-feira] continuaram a afirmar que as negociações não estão encerradas, mas os sindicatos não têm nenhuma reunião marcada“, sustentou a dirigente sindical.

Esta é a segunda paralisação nos últimos meses destes profissionais, que em julho já tinham realizado uma greve e protestos em várias ilhas. A greve de dois dias, que termina esta quinta-feira , foi convocada por uma frente sindical composta por quatro sindicatos: o STSS, o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, o Sindicato de Fisioterapeutas e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública. “Os profissionais sentem-se injustiçados com a falta de respeito do Governo Regional dos Açores”, do PS, “na negociação das suas carreiras, face ao que foi negociado com outras carreiras da saúde na região”, alega o STSS.

 

 

Na quarta-feira a paralisação ficou marcada também por uma ação de protesto em frente à Assembleia Legislativa Regional, na Horta, na ilha do Faial.

“Temos sido empurrados para uma greve”, frisou Carla Silva, em durante o protesto, admitindo “novas ações de luta” destes profissionais nos Açores, onde estão contabilizados 384 técnicos na administração pública regional. Os profissionais exigem a aplicação imediata da revisão da carreira, transições justas para os TSDT nas três categorias da carreira e uma grelha salarial equiparada a outras carreiras da administração pública, com o mesmo nível habilitacional e profissional.

Reivindicam ainda que “todo o tempo de serviço e a avaliação de desempenho anterior ao processo de transição para a carreira especial dos TSDT releve para efeitos de progressão e alteração de posição remuneratória o correto descongelamento de todos TSDT efetuado na nova tabela salarial, independentemente do vínculo laboral”.

“Está ainda em cima da mesa a aplicação integral do Acordo Coletivo de Trabalho publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores” de 11 de janeiro de 2019, segundo o sindicato. Recentemente, a secretária regional da Saúde anunciou que estes profissionais iriam receber valorizações salariais este mês e referiu estar disponível para, em conformidade com a lei e em “diálogo permanente” com os sindicatos, fazer “os ajustes necessários”.

 

A RL Açores, a acompanhar os trabalhos parlamentares deste último plenário da Legislatura, teve oportunidade ouvir os sindicalistas que representam os TSDT, nomeadamente Carla Silva, no âmbito da ação de protesto que realizaram junto à Assembleia Legislativa Regional dos Açores na quarta-feira:

Um dos momentos mais tensos foi mesmo quando José San-Bento, do PS, se dirigiu aos manifestantes, ouvindo grandes críticas:

 

 

 

Obs/RL Açores

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