Utente jorgense queixa-se ao Secretário Regional da Saúde – Agostinho Azevedo não concebe tratamento para com a mãe (Reportagem)

“Uma idosa abandonada à sua sorte”, foi assim que Agostinho Azevedo começou por descrever a situação que se verificou com a sua mãe, uma idosa de 82 anos, na passada semana, aquando de uma deslocação à ilha Terceira para receber tratamento cirúrgico.

Foi no dia 1 de maio que Agostinho Azevedo se deslocou para a ilha Terceira como acompanhante da sua mãe, Maria Isol Azevedo, de 82 anos de idade, para ser submetida a uma intervenção cirúrgica, nomeadamente a uma fratura do Colo do Fémur.

Tudo correu dentro do previsto, no dia 4 de maio a mãe de Agostinho foi operada, sendo que no dia 12 de maio Agostinho foi informado que regressariam a São Jorge a 13 ou 14 de maio, onde a sua mãe iria permanecer internada no Centro de Saúde das Velas.

Ora, o caso insólito começa aqui, quando no dia 13 de maio Maria Azevedo tem alta do Hospital de Santo Espirito, em Angra do Heroísmo. Por volta das 9:40h Agostinho Azevedo recebe uma chamada telefónica do Hospital a dizer que teria de estar no aeroporto pelas 9:30 e a informar que a sua mãe já tinha recebido alta e visto que este não se encontrava no Hospital, a idosa já tinha sido levada então para o aeroporto.

Um pouco indignado com toda a situação, especialmente por não ter sido avisado mais cedo, Agostinho apanhou um táxi “o mais rápido” que pôde.

“Cheguei ao aeroporto pelas 10:10h, onde encontrei a minha mãe e a equipa de ambulância e fui ao balcão fazer o check in”, contou Agostinho.

Qual não foi o seu “espanto” quando ao voltar para junto da sua mãe, uma idosa de 82 anos, a encontra “completamente abandonada”, e, ainda pior, “sentada nas cadeiras da aerogare e não em uma cadeira de rodas”, instrução que tinha sido dada pelo próprio Hospital após a cirurgia de Maria Azevedo.

“O Doutor tinha-me dito que ela (a mãe) era transportada em cadeira de rodas e não em maca”, sendo que o que os bombeiros fizeram “foi tirá-la da sua cadeira de rodas e simplesmente coloca-la naquelas cadeiras de ferro do aeroporto”, explicou Agostinho Azevedo, realçando que o que deviam ter feito era passar a senhora para uma das cadeiras de rodas disponibilizadas pela companhia aérea em situações deste género.

Perante toda aquela situação e sabendo de antemão que as coisas não poderiam ser feitas daquela maneira, Agostinho Azevedo disse mesmo que não ficou “nada contente com aquela situação, uma senhora de 82 anos, há nove dias com a anca partida, por três sítios, algaliada, não estando completamente no seu juízo, ali sozinha e abandonada”.

A situação acabou por resolver-se, tendo Agostinho exigido a presença de um Supervisor da companhia aérea SATA, “que foi muito atencioso” e foram tidos os cuidados em transferir a senhora para uma outra cadeira de rodas tendo em conta o seu estado debilitado, de quem acabou de fazer uma cirurgia daquele tipo.

Face a esta situação, Agostinho Azevedo optou por expor o caso diretamente ao Secretário Regional da Saúde, Luís Cabral.

Na referida exposição a que a RL Açores teve acesso o governante é questionado no sentido de Agostinho tentar perceber se “não deve haver interligação (comunicação) entre os Serviços de Saúde – Bombeiros – SATA?”; “Abandona-se nem que seja por alguns minutos uma doente de 82 anos, sentada numa bancada de aerogare; e por último, “que  tipo de humanismo existe nestes serviços?”.

Com esta exposição, Agostinho Azevedo pretende que o Serviço Regional de Saúde junto dos serviços que estão encarregues do transporte de utentes e doentes “avalie, analise e corrija o que falhou nesta operação”.

“As pessoas têm que se manifestar quando situações destas acontecem”, considera Agostinho Azevedo, que está ciente que este não é o primeiro caso que acontece.

Apesar de Maria Isol Azevedo, de 82 anos, alvo de uma intervenção cirúrgica ao Cólo do Fémur estar bem, internada no Centro de Saúde de Velas, “e bem dentro dos possível, como adiantou o seu filho, Agostinho Azevedo quer ver esta situação respondida pelo Secretário Regional e quer perceber o porquê de “tantas falhas”, para que “não se voltem a verificar com outras pessoas”.

Questionado pela RL Açores sobre este assunto, o Secretário Regional da saúde, Luís Cabral, aguarda receber mais informações sobre o caso para que se possa então pronunciar.

LA/RL Açores

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