Vasco Cordeiro quer que sejam esclarecidas razões que levaram a TAP a sair das rotas do Pico e Faial

O Presidente do Governo dos Açores manifestou este domingo a sua incompreensão pelo facto de a TAP ter abandonado as rotas do Faial e do Pico, considerando que devem ser rápida e totalmente esclarecidas as razões que levaram a companhia aérea nacional a tomar essa decisão.

“No caso dos Açores, a TAP, neste momento, não assume nenhuma rota de serviço público”, frisou Vasco Cordeiro, recordando que essa é, precisamente, uma das obrigações impostas ao privado que vier a adquirir a empresa.

Por essa razão, Vasco Cordeiro considerou importante que esta questão seja devidamente esclarecida, salientando que, a poucos meses da privatização, a TAP não está a cumprir com obrigações que são impostas aos futuros proprietários desta transportadora aérea.

O Presidente do Governo falava na cerimónia que assinalou o início das comemorações do 180.º aniversário da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, que coincidiu com o dia em que entrou em funcionamento o novo modelo de acessibilidades aéreas aos Açores.

“É um marco na história das acessibilidades aéreas à Região, que muito contribuirá para a confirmação de uma trajetória ascendente do nosso turismo e que fica comprovada pelos números que têm vindo a ser divulgados”, salientou, acrescentando que, com este novo modelo, essa trajetória ascendente tem condições para ter “maior consistência e sustentabilidade”.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro recordou que a definição deste novo modelo de acessibilidades aéreas começou a 11 de agosto de 2011, quando o Governo dos Açores tomou a iniciativa de propor ao Governo da República a melhoria das acessibilidades aéreas à Região.

Após três anos e meio de trabalho aturado, foi possível chegar a uma “boa solução”, no que se refere à defesa dos residentes e estudantes, que resultou de uma colaboração “fértil e efetiva” entre os executivos nacional e regional, afirmou Vasco Cordeiro, que disse estar de acordo com a mesma análise feita recentemente pelo Primeiro-Ministro numa deslocação de natureza partidária aos Açores.

“Temos agora um novo patamar que se abre, que deve ser aproveitado”, defendeu Vasco Cordeiro, frisando a importância que este novo modelo tem para os Açores, pelo que salientou a necessidade de “garantir que seja utilizado em toda a sua extensão nos benefícios que dele podem resultar para a Região Autónoma dos Açores”.

Para o Presidente do Governo, este novo modelo de obrigações de serviço público “vai exigir muito da parte de todos, desde logo das entidades públicas”, apontando a importância de se promover rapidamente uma reflexão sobre o modelo de promoção turística dos Açores, em parceria com os privados e as associações representativas dos empresários, pois as ilhas não são todas iguais.

Vasco Cordeiro defendeu também a necessidade de se desenvolver “uma cultura de bem receber, de hospitalidade, que permita tornar patente a toda a sociedade as vantagens que o turismo tem para a nossa economia, para a criação de riqueza e de emprego na Região”.

“É um tempo de esperança, de trabalho, de muito trabalho”, frisou o Presidente do Governo, que manifestou confiança na capacidade dos Açorianos para ultrapassar mais este desafio.

Relativamente à SATA, Vasco Cordeiro salientou que o novo modelo também representa “desafios acrescidos” para a companhia aérea regional, mas assegurou que o Governo dos Açores estará ao lado da empresa para “garantir que este modelo reverte em benefício de todos, pois só assim é que ele cumprirá com a sua função”.

GaCS/RL Açores

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