Vítor Fraga reitera prioridade da SATA em servir os Açores e os Açorianos

O Secretário Regional do Turismo e Transportes reafirmou hoje, na Assembleia Legislativa, na Horta, que a SATA tem um objeto social que “deve cumprir com total rigor, sem se desviar um milímetro”, frisando que esse objeto social “é servir os Açores e os Açorianos”.

Na intervenção que proferiu durante uma interpelação sobre a estratégia para o Grupo SATA no novo paradigma de transportes na Região, Vítor Fraga relembrou que é função da SATA servir os Açores e os Açorianos “com qualidade, com segurança, aumentar a capacidade de interligação entre todas as ilhas e dar conectividade para o exterior da Região”.

O Secretário Regional do Turismo e Transportes salientou, por isso, que a função primordial da SATA passa por “assegurar as ligações e a acessibilidade para a Região e ligar os Açores às comunidades emigrantes e aos principais mercados emissores de fluxos turísticos para a Região”.

Vítor Fraga adiantou ainda que, fora desta função primordial da transportadora aérea açoriana, “toda e qualquer operação é admissível desde que seja rentável para a Região”.

“Eu próprio transmiti e dei indicações ao Conselho de Administração da SATA que qualquer operação fora da Região que não fosse rentável era para cancelar e que a SATA devia concentrar-se exclusivamente naquilo que é o seu ‘core’, procurando outras operações fora da Região que contribuíssem de forma positiva para os resultados líquidos da empresa, para que estes possam ser colocados ao serviço daqueles que são os verdadeiros acionistas da SATA, que são todos os Açorianos”, afirmou o titular da pasta dos Transportes.

Vítor Fraga anunciou ainda que, depois de terem sido detetadas lacunas nos horários de verão da SATA Air Açores, deu indicações à transportadora para que essas lacunas fossem corrigidas, “nomeadamente no que se refere às ligações à Terceira e à Graciosa”, acrescentando que “até ao final desta semana, as ligações com o Faial também serão corrigidas”.

O Secretário Regional frisou ainda que a SATA não abandonou rotas regulares ou lucrativas, tendo abandonado a base do Funchal porque esta “passou a ser uma base deficitária”, dadas as contingências do mercado.

“A operação no Funchal, no ano de 2013, dava um prejuízo de 3,5 milhões de euros”, frisou, considerando que não é “admissível que os açorianos suportassem esse custo”.

No que diz respeito à operação do Funchal para o Porto Santo, o Secretário Regional salientou que o que foi feito foi uma boa medida de gestão.

“Aquilo que a República queria era que, de janeiro a maio, os açorianos pagassem 400 mil euros para que os madeirenses tivessem as ligações entre o Funchal e o Porto santo e a isto eu disse que não”, afirmou.

Em relação ao atual concurso, frisou que “a SATA concorreu com valores que lhe permitem ter rentabilidade na operação”, garantindo “ao longo do período contratual, que são cinco anos, um encaixe líquido de 200 mil euros por ano”.

Gacs

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