Aprovada proposta de Sofia Ribeiro sobre fundo de estabilidade para os produtores de leite

A Eurodeputada Sofia Ribeiro viu ser aprovada, pela Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, uma alteração sua ao relatório sobre a proposta de orçamento anual para 2016, que considerou “mais um pequeno passo na defesa dos nossos agricultores e da manutenção da produção de leite nas nossas ilhas numa realidade que se afigura tão difícil sem qualquer mecanismo de regulação de mercado”

Esta alteração inserida na opinião da Comissão de Agricultura para mandatar o Parlamento Europeu para as negociações sobre o orçamento para 2016 permitirá agora que as decisões tomadas tenham de considerar esta proposta da Eurodeputada indicada pelo PSD/Açores.

Segundo Sofia Ribeiro “a alteração vai permitir voltar a colocar na agenda as dificuldades dos produtores de leite dos Açores, ao requerer que as multas aplicadas pela ultrapassagem das quotas de leite em 2014, superiores aos 400 milhões de euros, possam ser dirigidas exclusivamente para a proteção do sector, nomeadamente para as regiões mais afetadas com o fim das quotas, através da criação de um fundo de estabilidade que proteja os agricultores das regiões ultraperiféricas, regiões desfavorecidas e regiões de montanha, sendo ativado sempre que se verifique uma descida de preços pagos aos produtores abaixo do seu custo de produção”.

A Eurodeputada acrescentou ainda que “há uma intenção clara por parte da Comissão, devido aos constrangimentos financeiros actuais, de absorver estas verbas para o orçamento geral, deixando assim de voltar a reinvestir no sector. Defendo que isto não está correcto, pois o excesso de produção prejudicou o sector e outros produtores, logo são os mais frágeis e os mais penalizados que temos de defender, reinvestido neles o resultante destas multas.”

A concluir a sua intervenção, Sofia Ribeiro afirmou que vai continuar “a colocar sempre na agenda política europeia as dificuldades do sector agrícola da nossa Região. Com este trabalho de pequenas vitórias, tenho a certeza de que no final, ao somá-las, teremos melhores notícias para o sector do leite e mais alguns instrumentos que permitam mitigar os impactos negativos do fim das quotas. Não obstante, deixo o alerta para todo o sector de que não podemos deixar de fazer o nosso trabalho, nomeadamente ao nível da definição de um preço médio de custo de produção, da promoção dos nossos produtos, da melhoria da sua qualidade, da procura de novos mercados, da sua certificação, da diminuição dos custos de produção, entre outros aspectos”.

GI ESR/RL Açores

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