Artur Lima defende valorização turística e científica da baía de Angra do Heroísmo

O cabeça de lista do CDS-PP pela ilha Terceira nas eleições Regionais de 16 de outubro, Artur Lima, defendeu, esta terça-feira, “uma aposta e valorização turística e científica da baía de Angra do Heroísmo”, destacando os vários sítios arqueológicos existentes e os potenciais científicos que poderiam levar até “ao surgimento de escolas de verão em arqueologia subaquática”.

Após uma visita aos operadores marítimo-turísticos instalados junto à marina da cidade Património Mundial, Artur Lima lembrou que “Angra tem um parque arqueológico subaquático legalmente criado, mas pouco promovido e potenciado”, acentuando que “esta é mais uma das ofertas turísticas que não tem sido devidamente trabalhada e promovida por parte das entidades regionais competentes”.

Assim, disse, “a Terceira tem que apostar naquilo que a valoriza e a torna única”, referindo-se aos “naufrágios dos Descobrimentos e das Carreiras das Índias”. Para os populares “é urgente promover o conceito de cidade Património Mundial da UNESCO com o potencial da baía em naufrágios ibéricos”.

Acompanhado por Graça Silveira, também candidata pela ilha Terceira, o cabeça de lista salientou que “este sítio arqueológico de interesse regional, nacional e internacional, exige uma política coerente de salvaguarda, estudo e valorização do património arqueológico, devendo a Região assumir que este é um recurso estratégico não renovável, que se reveste da maior importância como factor identitário e promotor de um desenvolvimento regional sustentável”.

Recorde-se que a baía de Angra do Heroísmo tem identificados, pelo menos, 13 sítios arqueológicos subaquáticos e que dois deles apresentam excelentes condições para ser explorados do ponto de vista turístico, uma vez que possuem características geoculturais de grande interesse do ponto de vista museográfico.

Para os candidatos do CDS-PP “todos os anos, milhões de pessoas gastam dezenas de milhões de euros em viagens e pacotes de mergulho” e que “a reserva do Lidador é um balão de ensaio para uma política ambiciosa de reservas arqueológicas subaquáticas capazes de potenciar a nova aposta do turismo da Região, o mergulho”.

Assim, defendeu Artur Lima, “é urgente projetar Angra – a sua cidade, a sua baía e os seus naufrágios, como a Ilha dos Galeões e dos Tesouros”, até porque a baía de Angra “é um local onde a UNESCO teria todo o interesse em montar um centro mundial semelhante ao que existe em Zadar, na Croácia, e à volta do qual se organizam permanentemente congressos e ações de formação que atraem investigadores de todo o mundo”.

O CDS vai mesmo mais longe e defende que “é fundamental protocolar com a Universidade de Açores a realização de uma pós-graduação em Arqueologia Subaquática e implementar escolas de verão em arqueologia subaquática, em parceria com organizações de grande escala, como a Nautical Archaeological Society (NAS) e o Archaeological Institute of America (AIA)”.

GI CDS-PP/Açores