Bolieiro rejeita moção de confiança para não ser “agente de instabilidade” nos Açores

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, voltou a rejeitar a apresentação de uma moção de confiança no parlamento regional, defendida pelo Chega, afirmando que a coligação PSD/CDS-PP/PPM não é um “agente de instabilidade”.

O Chega voltou a desafiar o Governo dos Açores a apresentar uma moção de confiança, considerando que cabe ao parlamento regional clarificar se o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) “tem ou não condições para continuar” em funções.

Esta quarta-feira, Bolieiro afirmou que o “parlamento é soberano”, mas rejeitou a apresentação de moção de confiança.

O líder do Chega defendeu que “é ao parlamento regional açoriano que cabe a resposta sobre se este governo tem ou não condições para continuar” e afirmou que só desta forma é possível “garantir que há o apoio necessário para o último ano e meio de governação”.

A 08 de março, o deputado único da IL no parlamento açoriano, Nuno Barata, rompeu o acordo de incidência parlamentar de suporte ao Governo dos Açores, chefiado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, e depois o independente Carlos Furtado, ex-Chega, também rompeu com esse acordo.

Entretanto, os dois deputados admitiram negociar “ponto a ponto” com o Governo dos Açores para manter a estabilidade governativa na região.

Os três partidos que integram o Governo Regional (PSD, CDS-PP e PPM) têm 26 deputados na assembleia legislativa e contam agora apenas com o apoio parlamentar do deputado do Chega, José Pacheco, somando assim 27 lugares num total de 57, pelo que perdem a maioria absoluta.

RL Açores