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Documentário “A Fajã Onde o Tempo não Mora” vence Prémio “Ayres d´Aguiar”

A Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, através da Direção Regional da Cultura (DRC), atribuiu o Prémio Regional de Cinema e Audiovisual “Ayres d’Aguiar” ao filme “A Fajã Onde o Tempo Não Mora”, realizado e produzido por Sara Leal.

O júri do Galardão atribuído pela Direção Regional da Cultura, constituído por João Paulo Constância, como membro do Conselho Regional de Cultura, por Rui Simões, na qualidade de realizador e por Anabela Dinis Branco de Oliveira, crítico de cinema, analisou nove candidaturas que foram submetidas ao Prémio Regional.

Estreado no Azores Fringe Festival 2020, o documentário “A Fajã Onde o Tempo Não Mora/A Place in Time”, retrata o património natural, material e imaterial da Fajã de Santo Cristo, na ilha de São Jorge, Açores.

Nascida no Porto, Sara Leal é formada em Publicidade e Marketing. Trabalhou em Nova Iorque, onde estudou, foi professora assistente e colaborou com projetos como “(A)sexual”, de Angela Tucker e “GT Racer – the Algarve Special”, de Alexander Davidis. O trabalho, agora premiado, trouxe-a ao arquipélago, para o concretizar em 2019.

Já expôs vídeo-instalação no Museu de Angra e no Instituto Açoriano de Cultura; foi produtora da série “Mal Amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas (2020)”; fundou a Alga Viva Produções; é realizadora, editora e coargumentista da “Colecção Pescadores de Algas”, dedicada a autores açorianos; e atualmente prepara urna adaptação ao cinema da obra “Enlouquecer é Morrer Numa Ilha”, de Maria Brandão.

O júri deliberou conceder uma menção honrosa ao documentário “Quarto Sem Residência”, da autoria de Tiago Melo Bento.

Tiago Melo Bento iniciou a sua atividade artística enquanto ator e produtor no Círculo de Iniciação ao Teatro, da Universidade de Coimbra. Em Ponta Delgada, produziu várias oficinas de formação e ateliês em cinema, além de projetos cinematográficos, sendo um realizador premiado nos Açores, na Turquia e na Índia. Publica contos para a “Agenda Louvre Michaelense” e assina uma crónica na revista “Grotta”.

O Prémio de Cinema e Audiovisual “Ayres d’Aguiar”, instituído pelo Governo dos Açores em 2015, segundo a Resolução do Conselho de Governo, n.º 143/2015, de 16 de setembro, destina-se a galardoar, com carácter bienal, nos anos ímpares, os cineastas regionais e a valorizar a atividade cultural regional no domínio do cinema e audiovisual nas suas várias categorias.

GRA/RL Açores

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