“É tempo de o Governo da República acabar com os joguinhos”, afirma Sérgio Ávila

O Vice-Presidente do Governo dos Açores afirmou hoje, no Corvo, que é necessário “acabar com os joguinhos”, frisando que compete ao Governo da República definir com clareza e objetividade de que forma pretende colaborar no esforço para diminuir o impacto da redução da presença norte-americana na ilha Terceira.

“Foi uma mão cheia de nada e uma mão cheia de coisa nenhuma porque o que está definido é que, até meados de agosto, este processo tem que ficar clarificado por parte da República em termos concretos e não apresentar estudos sobre algo que chega a uma conclusão exatamente igual àquela que apresentamos há seis meses”, frisou Sérgio Ávila, numa reação às declarações proferidas quarta-feira pelo Secretário de Estado da Economia, Leonardo Matias.

“O Governo dos Açores apresentou no início deste ano o Plano de Revitalização Estratégica da Ilha Terceira (PREIT), que tem as medidas concretas, objetivas, calendarizadas para concretizar a estratégia de desenvolvimento da ilha. Desde janeiro que o Governo da República tem conhecimento do documento”, salientou.

O Vice-Presidente acrescentou que o Governo da República “entendeu fazer um estudo”, considerando que “perdeu seis meses a fazer um estudo para chegar exatamente às mesmas conclusões que constavam na nossa proposta, em janeiro”.

“A partir deste momento, o que importa é definir com clareza e objetividade o quê, quando e como o Governo da República contribui para a execução do PREIT que, depois de seis meses de estudos, considerou que era a estratégia correta para o desenvolvimento”, afirmou o Vice-Presidente, para quem “não podemos continuar mais tempo, infinitamente, em estudos e em conversas que não concretizam absolutamente nada”.

“Depois de seis meses de estudo, o Governo da República chegou à conclusão que a estratégia de desenvolvimento era exatamente aquela que o Governo dos Açores definiu em janeiro e que as medidas a concretizar eram exatamente aquelas que o Governo dos Açores definiu em janeiro. Tudo o resto, além disto, é cenário de pré-campanha eleitoral”, frisou.

Para Sérgio Ávila, o que o Secretário de Estado apresentou quarta-feira “foi uma mão cheia de nada e uma mão cheia de coisa nenhuma”, recordando que as medidas de responsabilidade do Governo dos Açores, no quadro do PREI, já executadas e em desenvolvimento ascendem a 55%, “mais de metade do que nos propomos fazer”.

“Está na hora de sabermos aquilo que a República propõe também para colaborar e participar neste processo e isto tem que ser, com toda a objetividade, concluído até meados de Agosto para que fique muito claro aquilo que se pode adicionar ao que foi já feito pelo Governo dos Açores”, afirmou o Vice-Presidente.

GaCS/RL Açores

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