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Governo dos Açores quer ter mais mão-de-obra na nova época alta do turismo

O Governo dos Açores pretende na próxima época alta do turismo ter profissionais operacionais para entrarem no mercado laboral e combater a falta de mão-de-obra existente, anunciou o secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego.

Questionado pela agência Lusa sobre como pretende o executivo gerar emprego para combater a falta de mão-de-obra na economia dos Açores, que se sente de forma particular no turismo e construção civil, Duarte Freitas referiu ser “crucial pensar a longo prazo, mas é fundamental também não deixar de resolver os problemas do dia a dia”, estando a ser feito “um esforço para poder responder às necessidades de mercado” por via de cursos de formação de curta duração, de 10 meses, para que “na próxima época já hajam algumas pessoas qualificadas”.

O responsável pela pasta da Qualificação Profissional falava em Ponta Delgada num pequeno-almoço para apresentação do programa do Fórum Regional da Qualificação Profissional, que vai decorrer de 18 a 20 de novembro, na Escola de Formação Hoteleira.

Duarte Freitas considerou que existem “ainda grandes faltas de qualificação”, sendo que “nos últimos anos a formação e qualificação profissional foi um pouco esquecida e não se consegue recuperar de um momento para o outro”.

O secretário regional adiantou que o executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP, está a trabalhar com a Aicopa-Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores para ultrapassar as dificuldades de mão-de-obra no sector, através de cursos de formação.

Duarte Freitas referiu-se especificamente ao Fórum Regional da Qualificação Profissional, considerando que “é imprescindível” em termos de formação profissional dar “respostas concretas aos desafios do futuro a 10 anos”, sendo que esta iniciativa é o “culminar” e as “bases de um novo paradigma” que se pretende introduzir nos Açores.

De acordo com o secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, este fórum “é uma espécie de congresso de formação profissional, empreendedor e inovador”, contando com 37 oradores, entre os quais o comissário europeu para o Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Shmit, dez painéis e cerca de 200 inscritos.

Vão estar em análise questões como a qualificação na perspetiva do território, as tendências para a década em termos de transição do mercado do trabalho, as boas práticas na formação e sua existência em regiões ultraperiféricas, a par das perspetivas de formação no futuro na região autónoma.

Açoriano Oriental/RL Açores

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