Teatro Terceirense em palco no Museu Francisco de Lacerda

A peça de teatro “Os amores encardidos de Padi e Balbina” é uma peça que veio a São Jorge no passado sábado, trazida pelo grupo “Cães do Mar”. Trata-se de comédia que conta a história de uma batalha naval acontecida ao largo das Flores, como conta o ator Ricardo Ávila à Rádio Lumena.

“Os “Cães do Mar” começaram por acolher este episódio que aconteceu de facto ao largo das Flores, no século XVI. Para os Ingleses, esta batalha tem um significado ainda maior porque é um feito da Marinha Inglesa, aquela embarcação ter-se digladiado com uma do domínio espanhol e ainda assim ter resistido durante uma noite inteira. É esse o suporte factual que depois assistiu a esta recriação.”

Teatro que é pautado pela diversidade, afirma Ricardo Ávila, como, refere o mesmo, “a mímica, canção, mas ao mesmo tempo é muito cru também, não tem artifícios, tem umas caixas que faz a cenografia e pouco mais, e portanto é um diálogo entre teatro físico, mímica, narração oral, porque tem uma componente narrativa também muito importante.”

O ator fez referência à Jorgense Andreia Melo, que já estreou uma peça acerca de uma figura emblemática no Concelho da Calheta, Maria Machado.

“Já que estamos em São Jorge, faço referência a um micro espetáculo que já estreou na Terceira, e que é protagonizado pela Andreia Melo, é aqui vossa conterrânea, e esta peça chama-se a “Rubra Flor da Fajã” que é sobre uma figura emblemática aqui da Calheta que é a Maria Machado, que foi professora primária e teve um papel importante no Partido Comunista durante o Estado Novo e sinto que é preciso contar esta história.”

Por sua vez, o ator Hélder Xavier que contracenava com Ricardo Ávila no espetáculo, afirmou ter sido bem recebido pelo público Jorgense, o que faz com que tenham ainda mais vontade de fazer aquilo que gostam.

“O público abraçou-nos logo desde o início, e nós sentimos logo essa energia a fluir e dessa forma ainda damos mais de nós e por isso acabamos lavados, não em lágrimas, mas em suor.”

Por fim, a diretora do Museu Francisco de Lacerda, Virgínia Neto, afirma que a direção tenta sempre procurar companhias a nível Regional e Nacional, a fim de proceder ao convite das mesmas para se dirigirem ao Museu e atuarem.

Porém, outros eventos de relevo que são destacados pela diretora, um acontece nos próximos dias 18 de e 19 de maio.

“Agora o grande evento vai ser o 18 de maio, o dia Internacional dos Museus, com uma exposição com peças do Museu sobre música e em que um dos colaboradores e o autor da exposição é o Marco Torre. E no dia 19, o dia da noite dos Museus, haverá um concerto.”

A sala do espetáculo tem capacidade para 80 pessoas, estavam na sala apenas 30 devido às novas regras implementadas no âmbito da pandemia da covid-19.

Peça de teatro, trazida pela companhia dos “Cães do Mar” da ilha Terceira, no passado sábado no Museu Francisco de Lacerda na Calheta de São Jorge.

Imagem: Museu Francisco de Lacerda

Laura Cabral/RL Açores

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