CDS/Açores exige solução para o Subsídio Social de Mobilidade e defende que Açorianos devem pagar apenas 119 euros

O Grupo Parlamentar do CDS/Açores solicitou ao Governo Regional que diligencie, junto do Governo da República, melhorias no funcionamento do Subsídio Social de Mobilidade (SSM), na sequência das alterações recentemente introduzidas ao regime e da implementação de uma nova plataforma digital para envio e processamento dos pedidos de reembolso.

O Deputado Luís Silveira salienta que o Subsídio Social de Mobilidade é um apoio essencial para garantir a ligação entre os Açores e o restante território nacional ao compensar os efeitos da ultraperiferia e assegurar o princípio da continuidade territorial.

O CDS/Açores considera inaceitável que os açorianos sejam obrigados a adiantar a totalidade do valor das passagens aéreas para depois aguardarem semanas ou, em alguns casos, mais de um mês, pelo reembolso de uma quantia que nunca deveriam ter sido obrigados a pagar.

O Deputado alerta ainda para o que foi apresentado como uma simplificação administrativa acabou por introduzir novos entraves no acesso ao devido reembolso.

Se os passageiros conseguiam antes obter o reembolso do SSM de forma imediata nas estações dos CTT, agora o novo sistema implica períodos de espera até que os pedidos sejam analisados, validados e pagos.

O CDS/Açores tem recebido vários relatos de dificuldades técnicas na utilização da plataforma, incluindo falhas no sistema e períodos de indisponibilidade, situações que impedem ou dificultam a submissão dos pedidos.

Outra preocupação prende-se com a nova metodologia de cálculo do subsídio, que poderá resultar em valores de reembolso inferiores aos que eram praticados anteriormente.

Acresce ainda a existência de possíveis incoerências entre o que está previsto na legislação e o que está a ser exigido na prática pela plataforma digital.

Esta situação torna-se ainda mais complexa quando as viagens são adquiridas por entidades coletivas como empresas, instituições, clubes ou agências de viagens, apesar de o apoio continuar juridicamente associado ao passageiro.

Perante os constrangimentos que têm vindo a ser identificados, o CDS/Açores defende que é necessário repensar o modelo de funcionamento do Subsídio Social de Mobilidade num princípio simples e claro.

Para o Deputado, este seria um modelo mais justo e mais eficiente de modo a eliminar a burocracia, a reduzir os prazos de processamento para evitar que os passageiros sejam obrigados a suportar antecipadamente custos que não lhes competem.

Com este requerimento, o CDS/Açores pretende obter esclarecimentos sobre a avaliação feita pelo Governo da República às alterações introduzidas no regime do Subsídio Social de Mobilidade, os tempos médios de processamento dos pedidos de reembolso, os problemas técnicos associados à nova plataforma digital e as medidas que estão a ser equacionadas para garantir que os residentes nos Açores não são penalizados no acesso à mobilidade aérea.

RL/CDS-PP