Paulo do Nascimento Cabral defende que a Europa só pode decidir bem se conhecer a realidade dos Açores

O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, destacou o sucesso da missão da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (AGRI) do Parlamento Europeu aos Açores.

Enquanto membro da Comissão AGRI e anfitrião da delegação, Paulo do Nascimento Cabral preparou um programa conjunto de visitas e reuniões com agricultores, cooperativas, associações do setor, empresas agroalimentares e indústria, investigadores da Universidade dos Açores, e representantes institucionais, proporcionando aos restantes eurodeputados um conhecimento direto da realidade agrícola açoriana e das especificidades das Regiões Ultraperiféricas.

Paulo do Nascimento Cabral salientou que a agricultura açoriana constitui um exemplo europeu de sustentabilidade, inovação e qualidade, conciliando produção, proteção ambiental, bem-estar animal e valorização dos recursos naturais. Contudo, recordou que a condição ultraperiférica implica custos permanentes e condicionantes estruturais que exigem uma resposta específica da União Europeia.

Neste contexto, o Eurodeputado manifestou satisfação por ter todos os colegas alinhados na defesa do POSEI – Agricultura, cuja dotação financeira permanece inalterada há cerca de quinze anos. 

Para Paulo do Nascimento Cabral, ficou também claro que “para além do POSEI, precisamos também de manter programas como o PRORURAL que é essencial para os investimentos, modernização, inovação e renovação geracional do setor, com taxas mínimas de cofinanciamento europeu de 85%”

A missão da Comissão AGRI permitiu demonstrar que os Açores são um território estratégico para a agricultura europeia, pela qualidade das suas produções, pelo compromisso com a sustentabilidade e pelo contributo para a segurança alimentar da União.

O Eurodeputado concluiu sublinhando a satisfação pelo sucesso da missão e que “esta visita representou mais um importante passo para reforçar a presença dos Açores na agenda europeia e assegurar que o futuro Quadro Financeiro Plurianual da União continue a reconhecer o papel estratégico das Regiões Ultraperiféricas”.

RL/ GEPNC