Até Vasco Cordeiro reconhece os maus resultados da sua governação, afirma Artur Lima

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, considera que o pior de 2015 foi “a governação socialista da Região”, facto comprovado pela “crise social que desmente o discurso oficial” e pelas principais linhas com que Vasco Cordeiro apresentou a sua recandidatura a Líder do PS/Açores, temendo ainda que, em 2016, ano de eleições Regionais, “se gaste muito, mas pouco focado no objetivo da retoma económica e social”.

Numa entrevista concedida ao Jornal “Dário Insular”, esta quinta-feira, onde apresenta o balanço do ano que passou e perspetiva 2016, Artur Lima é crítico da governação socialista nas ilhas, e quando lhe perguntam “quais os principais pontos negativos” de 2015, o Líder popular é peremtório: “Infelizmente, a governação socialista da Região”.

“O PS vai dizendo que este é um ‘novo’ Governo, mas, o que temos é um Governo com protagonistas de ‘velhos’ Governos do PS, que não são capazes de fazer face aos principais problemas sociais e económicos dos Açores”, afirma, exemplificando: “Veja-se a saúde (listas de espera vergonhosas, falta de médicos de família, dívidas a fornecedores de milhões…), veja-se a educação (com os piores resultados escolares e as mais altas taxas de abandono precoce), veja-se na defesa da autonomia (com a defesa que se fazem de novas figuras – como o Presidente dos Açores – que apenas virão encarecer o sistema político e criar mais ‘tachos’)”.

Perante estes factos, Artur Lima aponta que, “curiosamente, o falhanço da governação é de tal ordem, que o próprio Dr. Vasco Cordeiro, no anúncio da sua recandidatura a Líder do PS/Açores, assume, precisamente, o desafio de querer mais para a saúde, mais para a educação e maior vigilância à defesa da Autonomia”.

Sobre o ano que agora se iniciou – e que será ano eleitoral na Região – o Líder Parlamentar democrata-cristão assume que, “no que depender do CDS, as eleições Regionais não podem distrair os Açorianos e os seus representantes políticos dos problemas que a governação não tem conseguido resolver”, insistindo na constatação “do desemprego, da crise na agro-pecuária, do combate às listas de espera, da melhoria das acessibilidades nas ligações inter-ilhas e dos Açores para o exterior”.

Aliás, sobre o ato eleitoral que decidirá sobre a composição do Parlamento Regional pós-Outubro de 2016, Artur Lima já vai prevendo que “será um ano para gastar muito, mas pouco focado no objetivo da retoma económica e social”.

À pergunta se “acredita que 2016 será o tal ano da retoma, quer nos Açores, quer no País?”, o dirigente popular regista que, “no País, os dados já apontam, à muito, para a retoma”, no entanto, “por cá, apesar do PS e do Governo nos dizerem que ‘o pior já lá vai’ e que ‘a crise chegou mais tarde e vai embora mais cedo dos Açores’, a crise social desmente o discurso oficial”.

Artur Lima não esquece que “os Açorianos são os Portugueses que mais Rendimento Social de Inserção recebem; que maior risco de pobreza correm; que piores resultados escolares têm; que mais tempo aguardam, em listas de espera, por uma cirurgia, uma consulta de especialidade ou um exame complementar de diagnóstico; a lavoura passa por uma das maiores crises de sempre e o turismo não será a panaceia para todos os nossos males”.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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