Casa do Triângulo, em São Miguel, promove Workshop de Espécies de São Jorge (c/áudio)

É já este sábado, dia 24 de outubro, que a Casa do Triângulo, em São Miguel, promove um Workshop de Espécies de São Jorge, o doce mais característico da ilha.

Uma atividade inédita e que contará ainda com uma formadora de São Jorge para ensinar aos participantes do Workshop como fazer este doce tão característico.

Olga Resendes, a vice-presidente desta associação, falou à RL Açores um pouco mais sobre o evento.

Um evento com um público alvo muito abrangente, ou seja, todos os que estiverem interessados em aprender, tendo em conta claro o número limitado de inscrições. Inscrições essas que encerraram no dia 20 de outubro.

A Casa do Triângulo, como o próprio nome, indica trata-se de uma Associação Cívica que tem como objetivo promover as ilhas do triângulo, São Jorge, Pico e Faial na maior ilha dos Açores, São Miguel.
Também através da sua vertente social, a Casa do Triângulo tem disponíveis quartos e apoia pessoas carenciadas que se desloquem a São Miguel, nomeadamente os doentes deslocados.

Bernardete Quadros é a formadora do Workshop de Espécies a realizar pela Casa do Triângulo, em São Miguel.

Natural de São Jorge, Bernardete faz espécies há mais de 20 anos, tendo aperfeiçoada a técnica ao longo dos anos.

Um doce como o próprio nome indica em que os condimentos predominantes são as especiarias.
Erva-doce, pimenta ou canela são alguns dos ingredientes que compõem a receita da tradicional Espécie de São Jorge.

Bernardete admite que o toque especial é mesmo o da pimenta.

Antigamente havia quem desse o nome de “bichos doces” à espécie de São Jorge, mas tal como a receita, também o nome evoluiu. Curioso é que na mesma ilha há diferentes receitas ou diferentes formas de confecionar a Espécie, bem como diferentes formatos.

A Espécie de São Jorge não pode ser feita num dia só, isto porque o recheio da espécie, a parte que leva as especiarias tem de ser feita de véspera e ficar a descansar de um dia para o outro, sendo que então no dia seguinte é que se confeciona a massa e se termina este doce tão tradicional da doçaria jorgense e mesmo regional.

Liliana Andrade/RL Açores

Fotografia: ©visitazores

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