O Governo dos Açores, através da Direção Regional das Políticas Marítimas (DRPM), em parceria com a Universidade dos Açores (UAc), apresenta publicamente , o “Estudo multidisciplinar para o conhecimento da alga invasora Rugulopteryx okamurae na Região Autónoma dos Açores”.
O evento decorrerá no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na cidade da Horta, com início marcado para as 09h45, e contará na sessão de abertura com as intervenções por meios telemáticos do Secretário Regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, e do Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel.
Este projeto pioneiro surge como uma resposta científica urgente e coordenada àquela que é hoje consensualmente classificada como a bioinvasão marinha mais agressiva nas ilhas desde que há registo, tendo sido detetada pela primeira vez na Região em 2019.
A rápida proliferação da Rugulopteryx okamurae tem gerado impactos severos na degradação dos ecossistemas costeiros e na salubridade das praias, afetando diretamente setores vitais da economia açoriana, como o turismo, o lazer e a pesca local.
Para travar e gerir este fenómeno complexo, a academia açoriana desenvolveu uma investigação integrada em três grandes pilares, que serão apresentados e debatidos ao longo da manhã por vários especialistas.
Após o enquadramento inicial do Diretor Regional de Políticas Marítimas, Rui Martins, da perspetiva da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a Estratégia Nacional e da visão geral do projeto a cargo de Filipe M. Porteiro, os trabalhos focar-se-ão na biologia, ecologia e dispersão da espécie, com contributos de investigadores do CIBIO, do Instituto OKEANOS e do Air Centre.
O segundo grande eixo da apresentação abordará o potencial de valorização da alga, procurando transformar um problema ambiental numa oportunidade económica através da investigação de aplicações biotecnológicas para as ciências da saúde, bem como da sua utilização na alimentação de ruminantes e na compostagem agrícola, matérias lideradas por peritos do OKEANOS e do IITAA.
A componente de investigação dedicada à mitigação fechará o ciclo de apresentações, focando-se na identificação de técnicas de remoção e gestão dos massivos arrojamentos desta alga nas costas açorianas, além da definição de protocolos de atuação e campanhas de sensibilização.
O evento culminará com um espaço de discussão aberta que visa envolver a sociedade civil, autoridades marítimas, autarquias e técnicos da administração pública, criando um fórum alargado de debate sobre os desafios, as opções operacionais e os próximos passos para mitigar esta grave ameaça aos ecossistemas insulares.























