“Não se pode esperar que todas as ilhas cresçam da mesma forma e ao mesmo ritmo”, considera Mário Fortuna (c/áudio)

Mário Fortuna, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), considerou, em São Jorge, que a economia açoriana está a responder bem perante os novos desafios e oportunidades que têm surgido. Exemplo disso é o novo modelo de transportes aéreos para a região.

Um modelo que, segundo Mário Fortuna, proporcionou um crescimento turístico e por consequência económico.

No entanto, “não se pode esperar que todas as ilhas cresçam da mesma forma e ao mesmo ritmo”, disse o presidente da CCIA.

“É demasiado cedo para se dizer que se estão a registar diferentes ritmos de crescimento para além do que é normal”, é a opinião de Mário Fortuna, que considera que a capacidade de resposta das diferentes ilhas não é a mesma.

“É evidente que pela sua dimensão e pela capacidade de oferta que já está instalada, São Miguel tem uma capacidade de resposta diferente da do Pico, do Faial, da Terceira ou diferente da de São Jorge”, salientou Mário Fortuna que acredita ainda que “é preciso ter presente que não vamos todos crescer ou recuar exatamente ao mesmo ritmo, portanto, é normal que seja assim”.

O que não pode acontecer é que não haja boas oportunidades para todos e aí quem tem falhado é a SATA, adiantou Mário Fortuna.

De acordo com o presidente CCIA, “a SATA não tem tido capacidade para responder a todas as solicitações, o que quer dizer que em alguns casos o crescimento não chega em maior grau a determinadas ilhas, porque há um constrangimento interno que esperamos que seja ultrapassado no próximo ano, porque estamos todos a aprender um pouco com esta situação nova”.

Na opinião de Mário Fortuna, todas as discrepâncias que se fazem sentir atualmente nas diferentes ilhas a nível económico eram “expectáveis dado o modelo implementado”, prevendo-se que sejam ultrapassadas num futuro próximo.

LA/RL Açores

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