O deputado do PSD/Açores Paulo Silveira considera que a reconversão de explorações agrícolas em São Jorge representa “uma oportunidade de garantir a sua sustentabilidade com menor escala”, contribuindo para preservar o papel relevante que têm na atividade económica da ilha.
A posição foi assumida na sequência da aprovação, pelo Parlamento dos Açores, de uma proposta apresentada pelo PSD/Açores, que recomenda ao Governo Regional a “priorização da reconversão dos direitos de vacas aleitantes”, prevendo igualmente a possibilidade de atribuição de novos direitos, tendo em conta os desafios atualmente enfrentados pelos agricultores.
O social-democrata salientou uma realidade que tem vindo a ser identificada pelos próprios representantes da ilha: “Com a evolução do setor, o seu crescimento e as maiores dificuldades que hoje enfrentamos, o Conselho de Ilha de São Jorge e a Associação de Agricultores de São Jorge entendem que esta pode ser uma oportunidade. É um sentimento que deve ser levado em conta”, afirmou.
Paulo Silveira destacou as dificuldades específicas enfrentadas pelos produtores jorgenses, lembrando que a produção de leite “é um trabalho que se faz 365 dias por ano, um trabalho duro e difícil”, num contexto de progressivo despovoamento e em que algumas famílias “já não têm a sucessão que garanta a sua continuidade no setor”.
A estas dificuldades acrescem “os constrangimentos decorrentes da própria geografia da ilha, onde há dificuldades em laborar em algumas pastagens, principalmente na zona Norte, assim como a distância às cooperativas. São fatores concretos que devem ser considerados quando discutimos o futuro da agricultura de São Jorge”, sublinhou.
Para o deputado jorgense, a possibilidade de reconversão deve ser encarada como uma resposta às mudanças que o setor atravessa, permitindo aos agricultores encontrar alternativas que assegurem a continuidade da atividade e contribuam para a fixação de pessoas na ilha.
O parlamentar recordou ainda que o Governo Regional já manifestou disponibilidade “para que a possibilidade de atribuição destes direitos possa ser considerada em todas as ilhas, quer para a produção de aleitantes, quer no âmbito da reconversão, sublinhando que cada uma das ilhas conhece as suas necessidades”.
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