Paulo do Nascimento Cabral defende que os Açores e a Madeira são decisivos para o projeto europeu (c/áudio)

O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral defendeu, no Parlamento Europeu, no âmbito do debate sobre a nova Estratégia para as Regiões Ultraperiféricas apresentada pela Comissão Europeia, que a União Europeia deve passar “das palavras aos instrumentos e dos compromissos às decisões” no que toca às especificidades das Regiões Ultraperiféricas, enfatizando a necessidade de cumprir plenamente o artigo 349º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia e sublinhando que “não podemos tratar por igual o que é diferente”.

Paulo do Nascimento Cabral congratulou a intenção da Comissão Europeia em corrigir a abordagem inicialmente apresentada para o próximo Quadro Financeiro Plurianual, recordando que “a proposta inicial esqueceu as especificidades dos nossos territórios”.

Sobre o programa POSEI, o Eurodeputado destacou que “os nossos agricultores, aguardam pelo reforço do POSEI, parado há quase 20 anos e resistem, fazendo mais com cada vez menos. 

O Eurodeputado defendeu a simplificação, a manutenção das dotações adicionais, o reforço da coesão, e que “os governos e autarcas tenham uma maior participação, voz ativa e o poder que merecem nas decisões que os afetam”.

No debate em plenário, Paulo do Nascimento Cabral saudou igualmente o Governo de Portugal pela “defesa intransigente das Regiões Ultraperiféricas no próximo Quadro Financeiro Plurianual”.

O Eurodeputado do PSD sublinhou, por fim, o papel estratégico dos Açores e da Madeira para a União Europeia, desde “a proteção dos cabos submarinos, o acesso ao espaço, o conhecimento do mar profundo e as relações transatlânticas, a vigilância da terceira maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia, e o combate ao narcotráfico e às drogas sintéticas”.

RL/GEPNC