O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) defendeu em San Carlos, no Uruguai, um reforço da relação entre a Região e as comunidades açorianas espalhadas pelo mundo, propondo a criação de “uma rede permanente de intercâmbio entre jovens açorianos e açor-descendentes”, com oportunidades de colaboração nas áreas académica, científica, cultural, profissional e empresarial.
A proposta foi apresentada na sessão de abertura da XXVIII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, que reúne representantes das Casas dos Açores de diferentes países, e insere-se na reflexão sobre o futuro da ligação entre a Região e a sua Diáspora, num ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia dos Açores.
Um dos principais desafios identificados pelo Presidente do Parlamento dos Açores passa pelo envolvimento dos jovens açorianos e açor-descendentes, entendendo que “devem ser criadas condições para que possam construir uma relação própria com ambos os lados do Atlântico”, para além da dimensão afetiva e familiar.
No entender de Luís Garcia, este intercâmbio pode ser por via de estágios, experiências académicas, contactos com empresas e instituições e deverá envolver os órgãos de governo próprio da Região, as Casas dos Açores, os Conselheiros da Diáspora, as universidades e as estruturas empresariais, “aproveitando as redes já existentes e, sobretudo, o conhecimento que as Casas dos Açores têm das comunidades onde estão inseridas”.
Para concretizar uma cooperação mais efetiva entre os jovens dos Açores e das comunidades açor-descendentes, o Presidente do Parlamento açoriano considera que “se dispensa uma grande estrutura burocrática”, defendendo que o trabalho deve começar a partir das redes já existentes, através de uma plataforma que envolva pessoas, instituições e oportunidades, com o apoio das Casas dos Açores.
Neste contexto, lançou o desafio às Casas dos Açores de assumirem também “um papel ativo” na divulgação da realidade atual da Região junto dos jovens açor-descendentes, apresentando os Açores como um território de oportunidades, com relevância geoestratégica no Atlântico, novas áreas de atividade económica e uma aposta no conhecimento, no empreendedorismo e inovação.
Para além de defender um reforço da cooperação entre os jovens dos Açores e das comunidades açor-descendentes, o Presidente do Parlamento açoriano voltou a defender a necessidade de aprofundar a relação institucional com a Diáspora, considerando que deve ser ponderada a sua representação no Parlamento dos Açores, conferindo-lhe uma dimensão política e institucional.
A esse propósito, o Presidente Luís Garcia destacou o papel do Conselho Mundial das Casas dos Açores, criado em 1997, na aproximação das comunidades à Região, considerando que esta rede, construída ao longo de quase três décadas, “reúne condições únicas” para impulsionar uma nova etapa de relacionamento com a Diáspora.
A participação na Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores integra a deslocação institucional do Presidente do Parlamento dos Açores ao Brasil e ao Uruguai, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Autonomia dos Açores, e reafirma a intenção de aproximar a Assembleia Legislativa da Diáspora.
RL/ALRAA
























