Foram doze as novas espécies marinhas que se descobriram no mar profundo. Quatro delas nos Açores. Vivem a grandes profundidades, junto aos corais frios e servem o ecossistema, alimentando os peixes que vão ter à nossa mesa. Explica Marina Silva investigadora da Universidade dos Açores do “IMAR Okianos”.
“Todas estas espécies novas e especialmente os corais de águas frias, são estruturantes de habitats que funcionam como áreas de refúgio também para outras espécies associadas, e isto inclui, por exemplo, espécies de peixes com interesse comercial e para além disso, também desempenham um papel muito importante para a revelação do clima”.
Quatro anos de estudo, vários parceiros, tecnologia de ponta e até navios submarinos especializados, o ATLAS foi financiado pelo Programa de investigação e inovação “Horizonte 2020” da União Europeia e envolveu colaborações entre o Canadá, os Estados Unidos e a União Europeia.
“O projeto ATLAS é um projeto Internacional que teve como objetivo aumentar o conhecimento sobre os ecossistemas do mar profundo no Oceano Atlântico. Envolveu 45 expedições científicas e mais de 20 parceiros europeus, que, cada um na sua Região de ação, contribuiu para cartografar e descrever novas espécies e ecossistemas do mar profundo, e assim contribuir para as políticas Internacionais, Nacionais e no nosso caso, Regionais, a fim de proteger esses ecossistemas.” Investigadora Marina Silva que falava à Antena 1 Açores.
Doze novas espécies em todo o mundo, quatro nos Açores. Mais uma vez o mar açoriano revela o grande potencial que tem, quando em pleno século XXI ainda se descobrem novas espécies, reflexo da sua enorme biodiversidade.
Antena 1 Açores/RL Açores






















