Diretora Regional da Educação defende que combate ao insucesso escolar é uma tarefa de todos os açorianos

A Diretora Regional da Educação reconheceu este sábado, em Vila Franca do Campo, que “as escolas, sozinhas, não estão a conseguir os resultados esperados” no combate ao insucesso escolar, uma vez que “as causas do insucesso extravasam a sua capacidade de intervenção”.

Falando na Semana Cultural e Desportiva promovida pela Junta de Freguesia de S. Pedro sobre o ProSucesso, Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar, Fabíola Cardoso defendeu, por isso, a necessidade de “um maior envolvimento das famílias”, a par da ação do Governo, no aumento da excelência escolar.

Esse envolvimento passa, nomeadamente, por promover “uma cultura de valorização da escola, do conhecimento e da qualificação” e que “combate a visão fatalista com que se assume o insucesso, como algo que passa de pais para filhos e que não se consegue contrariar”, frisou.

Para a Diretora Regional da Educação, “este combate pelo sucesso escolar de forma integrada, que mobiliza escolas, pais, vários departamentos do governo regional, autarquias, associações de natureza diversa, é uma luta que tem de ser assumida pelos açorianos, para que todos acreditem e contribuam para que as nossas crianças sejam capazes de concluir o ensino básico em nove anos, e o ensino secundário em três”.

Neste sentido – referiu-, a iniciativa da Junta de Freguesia de S. Pedro de Vila Franca do Campo, ao “incluir na Semana Cultural e Desportiva uma reflexão sobre o ProSucesso, traduz esta consciência de que o sucesso escolar não é uma preocupação só da escola”.

Esta abordagem integrada na promoção do sucesso escolar que “agora, com o ProSucesso, se inicia de forma mais concreta e abrangente em todas as escolas dos Açores, além de ser prioritária, é urgente”, adiantou. Deste modo, enfatizou Fabíola Cardoso, “não podemos adiar um dia, um ano” este desafio.

A Diretora Regional da Educação manifestou, por isso, “alguma perplexidade” quando “ouvimos alguns, que reconheceram a importância e a qualidade do ProSucesso e disseram que só pecava pela demora, estarem, agora, preocupados com o pouco tempo que as escolas têm para preparar a implementação do Plano já no próximo ano letivo”.

“Posso assegurar que não há motivos para este receio. Ainda ontem estive reunida com todas as escolas de S. Miguel, a de Santa Maria e a das Lajes do Pico, a que se seguirão as outras, e a preparação do ProSucesso está bastante adiantada, tendo mesmo algumas escolas superado as expetativas. Há entusiasmo, há boas ideias, há articulação entre escolas de um mesmo concelho, há parcerias com autarquias, com organizações não-governamentais, há envolvimento de pais e de alunos. Há, acima de tudo, uma perfeita noção da responsabilidade de cada escola na resolução de tão importante tarefa”, acrescentou.

Além disso, concluiu Fabíola Cardoso, “o ProSucesso é um plano dinâmico, que não se esgota em 2015/2016”, será “monitorizado e aperfeiçoado, para se adotarem as melhores respostas e se cumprirem as metas intermédias de 2020, e as de 2025/26, pois só quando os alunos que dele começam a beneficiar no 1º ciclo chegarem ao fim do ensino básico é que teremos dados fiáveis para a avaliação deste grande desígnio regional que é o ProSucesso, Açores pela Educação”.

O Governo dos Açores, recorde-se, além da criação do ProSucesso, cujo arranque efetivo ocorrerá no próximo ano letivo, tem implementado, ao longo dos últimos anos, diversas medidas com o objetivo de permitir que todos os jovens açorianos concluam com êxito os diferentes níveis de escolaridade.

GaCS/RL Açores

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