Grupo Folclórico Cantares da Eira da Vila da Terceira participa na 37ª Semana Cultural

O Grupo de Folclore Cantares da Eira, da Vila das Lajes da Terceira, foi um dos participantes da 37.ª Semana Cultural das Velas, em São Jorge, numa deslocação que resulta de um objetivo definido pela direção da associação.

Em entrevista à Rádio, o presidente da direção, Nuno Janeiro, explicou que a participação na Semana Cultural surgiu da vontade de levar o grupo a atuar noutra ilha, depois de vários intercâmbios realizados apenas na ilha da Terceira.

“Sentimos a necessidade de trazer o grupo a uma das ilhas, porque, apesar de já termos feito alguns intercâmbios a nível da Terceira, nos nossos 22 anos de existência ainda não tínhamos participado num festival em São Jorge”, referiu.

Segundo o dirigente, o convite foi prontamente acolhido pela Câmara Municipal das Velas, permitindo preparar a deslocação ao longo de três a quatro meses.

A comitiva composta por cerca de 56 pessoas, entre elementos do grupo e acompanhantes, integra participantes de várias idades, desde crianças a adultos, destacando-se também a recente entrada de vários jovens.

“Temos tido a introdução de muita malta jovem, tanto na bailaria como no canto das nossas modas. Isso deixa-nos muito felizes, porque garante a continuidade do grupo no futuro”, afirmou Nuno Janeiro.

Além da participação na Semana Cultural, o Grupo de Folclore Cantares da Eira aproveitou a passagem por São Jorge para promover o convívio e a troca de experiências com algumas coletividades da ilha.

Durante a visita, mantiveram encontros com o Grupo Etnográfico da Beira, o Grupo de Folclore dos Rosais e o Grupo de Chamarritas de São Jorge, numa iniciativa que teve por objetivo dar a conhecer a realidade do folclore jorgense.

Para Nuno Janeiro, estes momentos de partilha são fundamentais, sublinhando que “todos os grupos têm sempre algo para apresentar e todos aprendemos uns com os outros”. O responsável considera ainda que cabe aos grupos folclóricos continuar a defender e preservar o património cultural açoriano.

RL/Leonor Félix