O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, interveio na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, durante um debate sobre a PAC 2028/2034, onde defendeu que a Política Agrícola Comum deve ser mais simples, flexível e capaz de responder aos principais desafios que os agricultores europeus enfrentam atualmente.
Na sua intervenção, alertou para a dificuldade em garantir mão de obra no setor e sublinhou que “a inovação e a tecnologia são essenciais para uma próxima Política Agrícola Comum que consiga garantir duas coisas, que a União Europeia continue a ser competitiva e, ao mesmo tempo, que garanta a segurança alimentar”.
No conjunto das cerca de 128 alterações da sua autoria, Paulo do Nascimento Cabral destacou algumas propostas que considera relevantes para a futura PAC, entre elas a “resiliência hídrica” e a possibilidade de “os agricultores em situação de pensão ou reforma poderem continuar a ter apoios da Política Agrícola Comum”.
O Eurodeputado questionou ainda a redução de apoios a determinadas explorações agrícolas, defendendo que “não faz sentido o corte de 25% em explorações acima dos 20 mil euros” e reforçou a importância da atratividade das mesmas.
Paulo do Nascimento Cabral defendeu ainda a continuidade de instrumentos como o LEADER e o POSEI, afirmando que “programas como o LEADER ou o POSEI são também essenciais para o futuro da agricultura”.
No final da intervenção, o Eurodeputado defendeu que a futura PAC deve assentar em quatro prioridades: “simplificar, flexibilizar, garantir boas condições para os nossos agricultores e bom senso”. Deixou ainda uma palavra de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo relator Norbert Lins.
RL/GEPNC























