O Grupo Parlamentar do PS/Açores vai apresentar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma proposta com medidas extraordinárias para reduzir o impacto do aumento dos preços dos combustíveis na Região, com o objetivo de proteger as famílias açorianas e salvaguardar a atividade económica regional.
Perante a subida abrupta dos preços dos combustíveis verificada nos Açores, o Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, considera que “não basta reconhecer o problema, é preciso agir e apresentar soluções concretas para reduzir o impacto deste aumento no orçamento das famílias e nos custos suportados pelas empresas”.
Segundo o líder parlamentar socialista, “é incompreensível que, numa Região marcada pelos custos da ultraperiferia, pela dependência dos transportes e pelos sobrecustos associados à insularidade, o Governo Regional continue sem avançar com qualquer resposta extraordinária”.
A proposta do PS/Açores recomenda ao Governo Regional a implementação de um conjunto de medidas extraordinárias, incluindo a redução do ISP em 10 cêntimos por litro na gasolina e em 15 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário, medida dirigida às famílias, empresas, operadores de transportes coletivos, setor do táxi, IPSS e demais entidades dos setores social e associativo.
O PS/Açores propõe ainda a redução em 15 cêntimos por litro do preço do gasóleo colorido e marcado para os setores da agricultura e das pescas, bem como uma redução de 15 cêntimos por quilograma no preço do gás butano, canalizado e a granel.
Esta proposta surge na sequência do anúncio feito pelo Presidente do PS/Açores, Francisco César, que defendeu a adoção de medidas extraordinárias para mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis junto das famílias e das empresas açorianas.
O PS/Açores defende ainda maior transparência na formação dos preços dos combustíveis na Região, propondo a publicação mensal de todas as componentes que integram o respetivo cálculo, incluindo carga fiscal e apoios públicos atribuídos.
Para o líder parlamentar socialista, “os Açorianos não podem continuar a pagar sozinhos a fatura deste aumento, sobretudo quando existe margem de intervenção pública e instrumentos regionais que permitem uma resposta imediata”.
RL/PS























