Presidente do Governo defende revisão do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos 

O Presidente do Governo defendeu hoje que deve ser desencadeado o processo de revisão do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, depois do relatório elaborado pelo Departamento de Defesa norte-americano não dar qualquer resposta à situação criada com a redução das forças norte-americanas na Base das Lajes.

“O relatório que o Departamento da Defesa apresentou ao Congresso, e que traduz a avaliação que faz sobre as possibilidades de novas valências para a Base das Lajes, não corresponde àquilo que nós esperávamos e é, efetivamente, uma má notícia”, afirmou Vasco Cordeiro.

Em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, o Presidente do Governo salientou que, perante as conclusões deste relatório solicitado pelo Congresso dos EUA, no âmbito da Lei do Orçamento da Defesa para 2016, “esgotou-se a última possibilidade para, dentro do atual quadro do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, podermos ter uma solução satisfatória para essa questão”.

“Aqui chegados, não resta outra alternativa senão desencadear um processo de revisão do Acordo de Cooperação e Defesa e, a partir daí, também dos acordos Técnico e Laboral”, afirmou Vasco Cordeiro, ao salientar que os pressupostos que presidiram à celebração do Acordo são completamente diferentes, na componente que tem a ver com a presença norte-americana naquela base da ilha Terceira.

Para Vasco Cordeiro, a forma como este processo decorreu também não honra o espírito do Acordo de Cooperação e Defesa assinado entre os dois países e, portanto, em “coerência com aquilo que disse antes, o que digo agora é que é chegada a altura de desencadear o processo de revisão do acordo”.

“Naturalmente que Portugal continua a comungar com os Estados Unidos de um conjunto de valores e de interesses, até podemos continuar como amigos e aliados, mas, se calhar, já o fomos mais. Isso tem de se traduzir, também, em questões concretas”, afirmou Vasco Cordeiro.

GaCS/RL Açores

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