Sacrifícios impostos pelo PSD e pelo CDS/PP fizeram disparar os níveis de pobreza no nosso país, frisou Carlos César

O cabeça de lista do PS/Açores às próximas eleições legislativas, Carlos César, salientou este sábado que a austeridade imposta pelo Governo da República do PSD e do CDS/PP fez recuar a riqueza do nosso país, expressa pelo PIB, para níveis de há 15 anos atrás e gerou a maior incidência de pobreza em Portugal, desde que há registo estatístico.

Carlos César falava num encontro com apoiantes, na freguesia da Maia, no Concelho da Ribeira Grande.

O candidato do PS lembrou que a “crise que atravessamos teve origem nos Estados Unidos, tendo atingido duramente a Europa e, particularmente, Portugal, que ficou atolado em muitas dificuldades”, realçando que nos últimos anos a “situação económica internacional mudou muito, nomeadamente através da redução dos preços do petróleo, das matérias-primas, dos juros e da maior facilidade de acesso ao crédito, o novo Quadro Comunitário de Apoio”.

Carlos César realçou que as “economias Europeias floresceram, ajudando também a economia Portuguesa que, apesar deste enquadramento, não cresceu tanto como poderia”, atribuindo estes resultados à “má governação que o país teve nos últimos 4 anos, com o PSD e com o CDS/PP”.

“Tantos sacrifícios para tão poucos resultados, tantas famílias que ficaram para trás, tantas empresas que soçobraram, tantos empregos perdidos e, afinal, para quê? Pusemos a economia portuguesa a crescer mais do que os outros? Os resultados estão à vista. Ainda no último trimestre verificámos que a economia portuguesa cresceu metade do que a economia da nossa vizinha Espanha e cresceu menos do que a economia em pior situação da Europa, a economia da Grécia”.

Carlos César criticou que a coligação do PSD e CDS/PP tenha imposto, nos últimos 4 anos uma “carga fiscal nunca antes vista no nosso país, com aumentos do IVA, do IRS, do IMI, das taxas moderadoras, com a diminuição de vencimentos, das pensões e de abonos de família, sem que Portugal conseguisse diminuir a sua dívida pública, aumentando-a em 34 mil milhões de euros”.

Referindo-se às últimas estatísticas que revelaram um ligeiro acréscimo do emprego em Portugal, Carlos César salientou que o país perdeu 250 mil empregos nos últimos 4 anos” e que “Portugal tem hoje a 5ª maior taxa de desemprego dos 28 países da União Europeia, o que não pode ser motivo de orgulho nem resultado de uma boa governação”.

“Nos Açores, diminuiu o desemprego porque houve criação de emprego e no país diminuiu o desemprego, porque aumentou a emigração. Isto demonstra que se governa melhor nos Açores, como há muitos anos acontece”, realçou.

Carlos César explicou que “o PS apresentou as suas contas, que dão mais margem às famílias e mais fôlego às empresas, sem perdermos uma orientação de equilíbrio das nossas finanças públicas; o PS sabe que é possível reduzir a carga fiscal do nosso país, que hoje é de cerca de 36.7%, para 34%, reduzindo impostos fundamentais para a atividade económica e para a capitalização de pequenas empresas”, exemplificando com a taxa de IVA na restauração que “se o PS ganhar estas eleições passará, nos Açores, de 18% para 9%, permitindo a um conjunto vastíssimo de pequenas empresas da nossa região recuperar o fôlego e a sua capacidade para se manterem e dinamizarem a sua atividade”.

O socialista criticou o governo de Passos Coelho por “aplicar uma sobretaxa aos funcionários públicos dos Açores” e ter “levado esse dinheiro para Lisboa, com os aplausos do PSD/Açores e do CDS/PP/Açores”, quando as “receitas fiscais cobradas e geradas na nossa Região devem ficar na nossa Região, para que o Governo Regional possa servir melhor os Açorianos”.

Carlos César criticou que a “cabeça de lista do PSD/Açores defenda mais o Governo da República do que os Açores” e sublinhou que “existem muitas razões para, nos Açores, votarmos no PS. Porque precisamos de ter quem nos defenda e quem tenha credibilidade para isso, na Assembleia da República”.

GI PS Açores/RL Açores

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