São Jorge é a única parcela de Portugal integralmente classificada em bem-estar animal (c/áudio)

Com a entrega pela Uniqueijo de 221 certificados, a outros tantos produtores de leite, a ilha  de São Jorge tornou-se na única parcela do território de Portugal totalmente classificada em  Bem-Estar Animal.

A cerimónia de entrega dos certificados decorreu a 20 de janeiro – Dia Mundial do Queijo,  no auditório da FINISTERRA, uma das cooperativas associadas da UNIQUEIJO, União das  Cooperativas Agrícolas de Laticínios de São Jorge, e contou com as presenças, entre outras,  do Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, do presidente da  Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, do Representante da Entidade Certificadora –  CERTIS, e da Lactaçores. Outras entidades convidadas também marcaram presença na  cerimónia.

A entrega de 221 certificados, contempla toda a fileira do leite na ilha e abrange as cooperativas de Lourais, Finisterra e Uniqueijo. O presidente da Uniqueijo, António Aguiar,  considerou a ocasião “uma vitória importante”, mas reafirmou que o sector olha para o futuro  “com ambição, responsabilidade e sentido estratégico”.

“Entre os passos já dados, destacamos a Certificação IFS Food, atualmente implementada na  Uniqueijo, uma referência internacional no setor alimentar, essencial para garantir elevados  padrões de segurança alimentar, qualidade dos processos e confiança dos consumidores. Paralelamente, estamos certificados pelo Instituto Halal Portugal, possuímos produtos com  Denominação de Origem Protegida (DOP) e os selos Marca Açores e Biosfera, que refletem a  origem, a autenticidade e o nosso compromisso com o território”, disse António Aguiar.

O responsável revelou ainda que está em curso um projeto de Certificação Ambiental e de  Sustentabilidade, “assumindo como prioridade a identificação e quantificação da pegada  carbónica de todo o Grupo”.

Referiu igualmente o projeto “ambicioso” da classificação do  modo de produção do Queijo de São Jorge como Património Imaterial da UNESCO. Para  António Aguiar o sucesso de todas esta ações “é um reconhecimento a todos aqueles que dão  seguimento a toda a cadeia do leite: a quem produz, a quem cuida e a quem transforma este  leite num queijo de excelência, contribuindo para que São Jorge se perpetue na História  através deste produto tão emblemático”.

O Queijo São Jorge (DOP) tem alcançado nos últimos anos um importante reconhecimento nacional e internacional, por via de inúmeros prémios arrecadados em Portugal e no  estrangeiro. Destaca-se os galardões de ouro conseguidos nos últimos concursos “World  Cheese Awards”, em competição com milhares de queijos de todo o mundo. Mas o registo de prémios em Portugal continental é também assinalável.

O queijo de São Jorge vai integrar a lista de produtos IG (Indicação Geográfica) protegidos no  Mercosul. O Acordo garante a proteção legal de 344 nomes de produtos europeus, de  entre os quais 36 com IG de Portugal, sendo três açorianos: o mel, o vinho e o Queijo de São  Jorge.

Durante o ano de 2025, a produção de leite na ilha totalizou cerca de 29 milhões de litros  destinados à produção de queijo, que também aumentou 7,5 por cento, em comparação com  os anos anteriores.

Os Estados Unidos da América e o Canadá são os principais destinos da exportação do queijo  de São Jorge, totalizando 333 toneladas o ano passado.

RL/Uniqueijo