A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social acompanhou um teste operacional do sistema de telemonitorização nas Salas de Emergência das Unidades Básicas de Urgência, acompanhada do Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, numa iniciativa que visou consolidar os procedimentos de comunicação e articulação entre as equipas clínicas locais e o Médico Regulador do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.
A simulação teve por base um cenário de emergência envolvendo um doente politraumatizado, permitindo testar todo o circuito operacional, desde a admissão e avaliação inicial na Unidade Básica de Urgência da Unidade de Saúde de Ilha das Flores até à ativação do Médico Regulador, à realização da videoconferência e à gestão clínica partilhada do caso.
Durante o exercício foram avaliados vários procedimentos essenciais, nomeadamente a ativação do Médico Regulador, o estabelecimento da ligação por videoconferência, a transmissão estruturada da informação clínica, a prestação de apoio diferenciado em tempo real, a eventual necessidade de evacuação e o registo de todas as decisões clínicas e dos tempos de resposta.
No âmbito da implementação deste projeto, foram adquiridos mais de 30 tablets e replicadores de sinal Wi-Fi, equipamentos que irão dotar as Salas de Emergência das Unidades Básicas de Urgência dos meios tecnológicos necessários para assegurar a comunicação em tempo real com o Médico Regulador.
Neste sentido, importa realçar que o investimento em telemedicina no Serviço Regional de Saúde ascende a cerca de 100 mil euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Paralelamente ao reforço tecnológico, o Governo dos Açores continua a apostar na capacitação dos profissionais de saúde que asseguram a resposta nas Unidades Básicas de Urgência. Em 2026 estão previstos mais oito cursos de Suporte Avançado de Vida (SAV), prevendo-se que, até ao final do ano, 235 profissionais tenham recebido esta formação especializada.
Mónica Seidi destacou que “este projeto representa mais um passo na implementação de soluções inovadoras que reforçam a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde, garantindo que os profissionais das Unidades Básicas de Urgência dispõem de apoio diferenciado em tempo real sempre que a situação clínica o justifique”.
A governante concluiu que “a telemonitorização permitirá aproximar especialistas e equipas clínicas, independentemente da ilha onde se encontrem, contribuindo para decisões mais rápidas, maior segurança clínica e melhores cuidados prestados à população”.
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