A Marcha Oficial da 37.ª Semana Cultural das Velas estreou-se no passado dia 4 de julho, apresentando ao público o tema “Velas com História e Futuro”. A primeira atuação foi recebida com entusiasmo por quem assistiu, dando a conhecer a música, a coreografia e os figurinos preparados para esta edição.
Em entrevista à Rádio Lumena, antes da estreia, Andreia Melo, autora da letra da marcha e responsável pela coreografia e ensaios, explicou que o principal objetivo foi apresentar uma marcha diferente do habitual, apostando numa nova abordagem coreográfica e visual. “Temos a própria estrutura da coreografia diferente, demos muita importância às formas geométricas e à ideia tecnológica, porque também temos uma imagem totalmente diferente daquilo que nós, de todos os anos, fazemos”, aborda Andreia Melo.
A responsável reconheceu que a mudança poderia surpreender o público, mas mostrou-se confiante no trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses. “Tudo o que a marcha oficial costumava ser, está totalmente diferente e achamos que isso pode tanto gerar um desagrado como um grande agrado. Depende da pessoa que vê e do que tem na sua expectativa”, diz Andreia Melo.
Andreia Melo destacou ainda o empenho de toda a equipa na preparação da marcha, considerando que a estreia representava o culminar de vários meses de dedicação. “Entreguei tanto do nosso tempo e da nossa dedicação que aquele momento é o culminar do nosso trabalho e vê-lo exposto para toda a a gente”, aborda Andreia Melo.
Apesar do nervosismo natural de uma estreia, afirmou esperar que o público desfrutasse do espetáculo. “Espero que as pessoas se divirtam, que é isso que é o mais importante, e que toda a gente tenha ali um momento de felicidade”, diz Andreia Melo.
Depois da estreia, a marcha volta a desfilar já este sábado, no Festival de Julho, no Concelho da Calheta, onde voltará a levar animação e tradição. O grupo tem ainda prevista uma deslocação à ilha do Pico para participar nas Festas do Cais agosto, representando o concelho das Velas e dando a conhecer uma das expressões mais emblemáticas das suas tradições populares.























