A CGTP-IN/Açores e os seus sindicatos estão a contatar os trabalhadores e as trabalhadoras de todas as ilhas e setores de atividade, sobre a Greve Geral e os seus motivos – a exigência de retirada do Pacote Laboral. A indignação tem sido evidente, com a recusa das mais de 100 medidas, todas contrárias aos trabalhadores e favoráveis ao grande patronato. “Os trabalhadores e os seus sindicatos mostram-se disponíveis para negociar, mas não na base de propostas que são integralmente inaceitáveis”, revela a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses em comunicado.
A CGTP-IN/Açores diz que à medida que se aproxima o dia 11 de dezembro, tem assistido a manobras de distração, declarações de falsa ingenuidade e mesmo a cinismo.
“A Greve Geral já teve o mérito de impedir a fuga do Governo da República à discussão pública de uma proposta que parece saída do século XIX. Revelou a opinião que tem este Governo dos trabalhadores: que precisam da “perda de conforto” ou que estão demasiado protegidos com a legislação atual. Contudo, nada está mais longe da verdade”, diz a CGTP-IN/Açores.
“Se são os trabalhadores que criam a riqueza, então, porque têm de ser pobres se trabalham? Se um dos maiores problemas do País e da Região é a baixa natalidade, então, porque querem tirar aos trabalhadores o direito a uma vida digna com a sua família? Estas são as questões que têm de ser respondidas, com urgência! Do contacto com os trabalhadores, aquilo que os sindicatos têm ouvido é que é preciso que o governo negoceie, mas não na base de propostas que agravam aquilo que já hoje não protege a parte mais fraca da relação laboral. Aquilo que urge é alterar as normas do Código do Trabalho, tornando-o num contributo e num dinamizador do diálogo social e de uma maior justiça na distribuição da riqueza”, conclui.
RL/CGTP-IN























